Coleita Obrigatória
Composição: Sergio de Ol... Ver tudoColheita Obrigatória
Manter a honra, mesmo quando escurece.
O autoconhecer foi a melhor das preces.
Amadurecer não é pagar pra ver e nem ficar inerte.
Buscar passar ileso das tramóias terrestres.
Reclamar só tira o meu foco do conflito.
Entender o que há, o compromisso é comigo.
Sofrimento é o drama de um caso antigo.
Sou meu amigo, mas também o inimigo.
Sou eu quem escolho de que lado quero estar.
Um dos lados ou nenhum e deixar o ser trilhar.
Existe algo em nós que ninguém pode moldar.
Se tudo é frequência, só me resta modular.
Cada ser é único e existe além do bem e do mal.
Ouço as duas vozes, mas sou eu quem dou o aval.
Ser oficina de reparos e não mais um tribunal.
O silêncio que habita entre a emoção e o racional.
Estar no presente, cada vez mais consciente.
Desmontar minha mente que vive fabricando entes.
Encontrar minha vontade no meio de tanto fake.
Esfriar as emoções quando o clima estiver quente.
Pimenta para inveja, arruda para limpeza.
Mantendo a estratégia, e as cartas sobre a mesa.
Às vezes banho de ervas, às vezes de represa.
Me guarde e me proteja da minha própria natureza.
Espada de São Jorge, um grande guardião.
Protege minha casa do corpo até o portão.
Trilhando o meu caminho que não é o da multidão.
Fechando os meus olhos pra poder ter a visão.
Pela força desses versos se reavivem as memórias.
Que sempre alguém perde para outro ter vitória.
Construído pelo ego a tal da linha divisória.
O plantio é opcional e a colheita obrigatória.

