A Arca Invisível: (Col. 1:17) - Faixa 11
Composição: Fernando Alva.O que impediu a água de entrar na arca?
O homem comum apontará a madeira,
Dirá que foi a casca que freou o mar.
Mas o pensador se cala...
A mente trava diante da grandeza indagada.
Não é o cedro, não é o carvalho,
Não é a fibra que foi esculpida.
O que barra a morte, o que guarda a vida,
É o que os olhos não podem ver.
É a Ideia antes do projeto nascer,
É a Intenção do Criador a nos suster.
Deus é o Mar, insondável, profundo,
A arca é o homem navegando no mundo.
Mas há dois pilotos nesse mesmo convés,
Um é livre, o outro sabe quem É.
O Espírito é a Videira, a sabedoria pura,
O Garantidor que a rota esteja segura.
A alma é a vara que se desprendeu,
Fruto livre, mas que já foi Deus.
Enquanto a alma escolhe o seu caminhar,
O Espírito alerta o céu, sem hesitar.
Somos galhos da vida, varas da criação,
Saímos do Espírito, ganhamos coração.
A alma coexiste, autônoma e só,
Mas o espírito dentro desata qualquer nó.
Ele é a mente de Deus em inteligência limitada,
Gritando aos céus quando a alma está errada.
O invisível é a barreira,
Entre o abismo e a madeira.
A fé acalma a onda que vem,
Mas o Espírito sabe o que ameaça alguém.
Não é o tubarão, não é a tempestade...
A única ameaça real é a própria vontade,
Fruto podre, a maldita vaidade.
Mas o que impede a água de entrar?
É o Invisível!
Que faz o impossível… se tornar possível.
Essa subsistência tem Nome, e é o Autor,
A Eterna Vontade… O Grande Eu Sou.

