Cafarnaum De Hoje: (Mateus 11:20-24) - Faixa 05
Composição: Fernando Alva.Tive uma visão...
E nela, uma voz me falava sobre Cafarnaum.
Vi cobradores que vieram,
e vi ministros da Casa de Deus abrindo as portas.
E os tributos foram pagos.
Não com temor,
mas com pressa —
não por amor,
mas por conveniência.
Ouvi um relato antigo,
ecoando nas ruas do tempo,
falava de impostos e templos,
de moedas santas e mãos frias.
Os que deviam lutar pela fé
ergueram contratos, não altares.
Os que deviam guardar o santo
venderam o que não lhes pertencia.
E eu li o livro na visão,
palavras que não achei depois,
nem nas Escrituras, nem nas vozes dos homens.
Mas o Espírito me dizia:
“Não será saque, será convite.”
Ai de ti, Cafarnaum de hoje!
Que dizes sofrer por Deus,
mas negocias o Reino por medo.
Pagas tributo com o que é santo,
proteges bens, não o altar.
Ai de ti, cidade e templo,
que confundes ouro com unção.
Os de dentro abrirão as portas,
temendo os homens, não a Deus.
E o inimigo entrará convidado,
com vestes de legalidade e paz.
Não virá como ladrão na noite,
mas como aliado do medo.
E os sacerdotes dirão:
“É preciso ceder para não perder.”
Mas o Senhor não lutará por muros,
nem por cofres nem contratos.
Lutará pelos corações
que ainda distinguem o santo do profano.
Os que resgataram e não devolveram,
esses são os que roubaram ao Altíssimo.
E quando vier o juízo,
não será fogo sobre o ouro,
será silêncio sobre o altar.
Ai de ti, Cafarnaum de hoje!
Que dizes: “Estamos sendo perseguidos!”
Mas defendes tronos, não o Trono.
Pagas tributo aos homens
com o tesouro da fé.
E quando fores entregue,
não dirás “Fomos saqueados” —
mas “Fomos visitados por nós mesmos.”
E eu acordei.
Procurei nas Escrituras,
mas não encontrei o texto que li.
E compreendi:
não estava escrito —
ainda estava por se cumprir.

