Caminhos De Tolice - Faixa 06
Composição: Fernando Alva.Caminhamos por estradas que nós mesmos traçamos,
Cercados por ritos com o qual sempre lidamos.
A religião humana é um mapa sem destino,
Um ciclo de tolices, um som repentino.
Que ecoa nos templos, mas não muda o ser,
Promete o eterno, mas nos ensina a prender.
As mãos no visível, no ouro, no chão,
Enquanto a alma padece de solidão.
Onde está o ensino que nos faz libertar?
Onde está a voz que nos ensina a desapegar?
O necessário foi esquecido na mesa:
Desconectar do mundo e sua falsa beleza.
São caminhos de tolice que o homem inventou,
Buscando o sagrado onde Deus não o guardou.
Apegados ao couro, à prata e ao metal,
Enquanto o espírito espera o sinal.
Para subir além do que a mão pode tocar,
Além dos muros que insistem em levantar.
É preciso perder para enfim encontrar.
O corpo é uma tenda que o tempo vai levar,
Um sopro passageiro que não vai se demorar.
Mas a alma e o espírito, se salvos na luz,
Tornam-se um só na presença de Jesus.
Para os que se perdem, haverá fogo e dor,
Quando ocorrer o retorno do sopro ao seu Criador.
Por que insistimos no que vai perecer?
Se a eternidade é o que nos faz viver.
Desconectar do peso, desatar o nó,
Lembrar que do pó viemos e voltaremos ao pó.
Mas o que há em nós não se pode enterrar,
É o que a religiosidade não quer nos ensinar.
A alma espera...
O espírito anseia...
Longe das tolices...
Perto da Vida Verdadeira.

