Lapidita - Absolūta Et Nōn Dēlinquam: (João 8:1-11) - Faixa 01
Composição: Fernando Alva.Mestre, a areia ainda guarda
O peso da pedra que não veio.
Vi a ira nos seus olhos contida,
O fogo veio mas Tu usou o freio.
Eu era a morte, era o fim.
Eu era a culpada naquela praça.
Mas por um silêncio no sermão,
Fui vestida de graça.
Não há preço para o que fizeste;
Não há lei que pague a vida.
Aceitaria que eu fosse tua serva,
Minha dívida seja contigo assumida?
O que farei, Senhor, com este tempo
Que a Justiça não levou?
Aceita que eu te siga os passos,
Minha vida é o que restou.
Lapidita, lapidita,
No ostracione, no ostracione.
Lapidita, lapidita,
No abandone, no abandone.
Mestre! O som é antigo, o fardo é pesado...
Sinto a liberdade e a dor.
Dizes que sou livre, mas as vozes
Ainda me chamam pelo meu erro, Senhor.
O que essa verdade me ordena?
Devo servir a Tua casa?
Ou devo lutar com a memória
Para que o passado se esvaia?
Lapidare, lapidare,
Non ostracismus, non ostracismus.
Lapidare, lapidare,
Non abandonare, non abandonare.
Agora que entendeste, que és livre
E não quero tua serventia, mas tua vida:
Repete comigo o que o perdão te ensinou.
A dívida está paga, a história está cumprida.
Absolūta ā lapidatiōne.
Sou livre da condenação.
Nōn sum exsílium, nōn sum exsílium.
Não viverei sob o peso do meu erro passado, não viverei sob o peso do meu erro passado.
Nōn dēlinquam.
Não abandonarei o caminho, não cairei em tentação.
Nem eu também te condeno; vai-te então, e não peques mais.
Absolūta ā lapidatiōne, Absolūta ā lapidatiōne.
Nōn sum exsílium, nōn sum exsílium.
Nōn dēlinquam, nōn dēlinquam.

