No Vale Da Sombra Da Morte - Faixa 08
Composição: Fernando Alva.Quando me perguntam por que eu sou tão sério,
Por que não sigo o riso fácil dessa multidão,
Eu digo: “Sou um homem morto, mas ainda vivo,”
Carrego uma cova aberta dentro do meu coração.
Entre memórias, sonhos e cicatrizes,
Busco sentido em cada passo que dou.
A vida pesa, mas a graça insiste,
E no meio da dor, foi Cristo quem me levantou.
Eu conheço o rosto do inimigo,
Seus planos, sua fúria, seu desejo de destruir.
Mas o Nome que carrego me mantém de pé,
Mesmo quando a morte tenta me possuir…
Eu sou um homem morto que ainda respira,
Um sobrevivente da noite mais fria.
Voltei à vida porque Ele venceu por mim.
Minha cova está vazia e a graça me guia —
Só viverei até ser útil pra Ti.
Só viverei… até ser útil pra Ti.
No sonho, a escuridão fez morada,
E um ódio estranho caminhou na minha direção.
Quis me tocar, mas não podia,
Pois não ultrapassa a proteção do meu Senhor.
Repreendi em Seu nome, com voz firme —
E despertei, completamente sem ar.
Ali eu vi o que é guerra invisível,
E que só Jesus tem poder pra libertar.
Serve a Cristo quem se entrega inteiro,
Não pra receber, mas para se tornar útil.
A comunhão passou a ser meu escudo,
E a Palavra — lâmina afiada —
espada que resgatou minha alma do escuro.
Eu sou um homem morto que ainda respira,
Um sobrevivente da noite mais fria.
Voltei à vida porque Ele venceu por mim.
Minha cova está vazia e a graça me guia —
Só viverei até ser útil pra Ti.
Só viverei… até ser útil pra Ti.
Eu já senti o peso do deserto,
Vi o jardim morrer, sem ter a quem recorrer.
Perdi o ar… e no silêncio da morte,
Ouvi o inimigo dizendo que era o fim.
Mas o Céu não me deixou entrar,
Porque minha alma não estava pronta ainda.
Ele me devolveu a vida pra alinhar meus passos,
E hoje respiro pela graça divina.
Eu sou um homem morto que ainda respira,
Carrego a marca da misericórdia viva.
Se a morte veio, Cristo veio antes por mim.
E enquanto a cova estiver vazia,
Eu viverei — até ser útil pra Ti.
Viverei… até ser útil pra Ti.

