O Equilibrista: (Col. 1:17) - Faixa 02
Composição: Fernando Alva.Você já parou pra observar o equilibrista?
O palco, o silêncio, o foco na vista.
O que prende o olhar? O que é admirável?
Será o talento do homem, tão inabalável?
Ou são os objetos, múltiplos, sobrepostos,
Peças soltas, distantes, em lugares opostos?
Desconectados entre si, sem laço ou união,
Mas que pairam no ar em perfeita exatidão.
Eu não admiro a mão, nem o prato que gira,
Eu admiro o segredo que a cena inspira.
Existe uma Força por trás de tudo isso,
Que vence o ar e cumpre o compromisso.
Uma lei que conecta o que está separado,
Mantendo o caos totalmente ordenado.
É a Incógnita perfeita, o Elo, a santa coesão,
Que segura os mundos na palma da mão.
Não é densidade, não é só física pura,
É a cola divina que a tudo segura.
O Invisível que impede a água de entrar,
É o mesmo que impede o prato de quebrar.
Tudo subsiste, tudo se mantém,
Pela força oculta que emana de Alguém.
Meus pensamentos perturbam o meu ser,
Meus olhos cansados tentam descrever.
Eu sei o que sinto, eu sei o que vejo,
Mas falta um nome pra esse desejo.
Busco a resposta, a definição,
Pra essa Força que vence a contradição.
É o mistério que a mente não pode alcançar,
Mas que o espírito sabe apenas operar.
Não haverá mais perguntas, nem dia, nem noite,
Quando a verdade rasgar os céus como um açoite.
A busca termina, o véu se desfaz,
E a alma inquieta encontra a paz.
No momento em que o homem compreender,
E essa Força Invisível enfim perceber...
Não haverá mais ateus sobre a terra,
Acaba a dúvida, termina a guerra.
Não haverá mais busca, nem saber, nem lida,
Pois teremos achado a Fonte da Vida.
E finalmente, após tanto esperar...
O Santo Espírito... irá repousar.

