O Útil E A Calamidade - Faixa 08
Composição: Fernando Alva.A vaidade é o peso que o homem escolhe carregar,
É tudo o que sobra e não serve para ajudar.
Voltamos ao cenário onde o chão se partiu,
Onde o brilho do ouro o abismo engoliu.
Se o socorro tarda e o dia escurece,
O perfume caro na pele apodrece.
O luxo vira lixo, o status vira pó,
Diante do destino, você está só.
O que não serve na hora da dor,
Não tem serventia e nem valor.
Na calamidade, o essencial se revela,
Enquanto o excedente queima à luz de vela.
Onde está a utilidade do que você acumulou?
Se o que salva é a água que o céu enviou?
Pão para a fome, abrigo pro frio,
O resto é vaidade, um deserto vazio.
A vaidade distrai, ensurdece o ouvido,
Afasta o homem do seu sentido.
O que é excedente não pode salvar,
Só o que é essencial pode nos libertar.
Ela te ensina a viver tão distante de Deus,
A buscar nos objetos os desejos teus.
Mas o excesso impede o próximo passo,
Te prende no tempo, te rouba o espaço.
O verdadeiro caminho é usar a sua fé,
Pra praticar o amor, custe o que custar, como for.
Pois a fé sem o agir é apenas vaidade,
Uma crença sem vida, sem alma e verdade.
O ouro não mata a sede...
O luxo não traz o abrigo...
Na hora da calamidade,
Deus quer ser o Seu amigo.
O excedente…
— É vaidade!
O inútil…
— É vaidade!
A distração…
— É vaidade!
O amor…
— É o essencial!

