Superbia Dissimulata - Faixa 05
Composição: Fernando Alva.A natureza gritou mais que a voz de Deus.
Para um rico, perder bens é dor suportável,
Mas não ser servido? — Isso é inaceitável!
Quem serve se apaga para o outro brilhar,
E o rico teve medo… medo de se misturar.
A lei da natureza é sempre se agrupar.
O que é fácil a gente aceita, como o rio aceita o mar.
É mais fácil o camelo passar no fundo da agulha,
Do que o homem vencer a sua própria natureza.
Não é o ouro que impede a entrada no Reino,
É o orgulho vestido de nobreza.
Quem serve não acumula, quem serve se esvazia.
E o rico foi embora... na sua agonia!
Havia uma saída honrosa, ele não viu,
Se vencesse a si mesmo, diria ao Senhor:
"Mestre, não serei um pobre a depender.
Vou sair da grandeza para reaprender!
Pois não é só dar o ouro, é plantar e colher.
Não vou só dar o pão e voltar para o trono,
Vou ensinar a prosperar, sem ser o dono!”
Mas não foi essa a decisão, não!
— Não... não, não…
A história foi outra, o Mestre eternizou no sermão.
Afastou-se triste… com seus bens nas mãos,
Guardou a moeda… perdeu a salvação!
Quem recusa o chamado, não entende o Criador,
Confunde o peso da cruz com a ausência de valor!
É mais fácil o camelo passar no fundo da agulha,
Do que o homem vencer a sua própria natureza.
Não é o ouro que impede a entrada no Reino,
É o orgulho vestido de nobreza!
Ah, se a agulha fosse apenas um portão de ferro...
Mas é o estreito onde a alma despe todo excesso.
Passar o camelo é vencer o próprio eu,
É quebrar o espelho que o ego ergueu!
A natureza venceu, o ciclo se fechou,
E a parábola eterna no tempo ficou.

