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Frota Sertanejo

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EstiloSertanejo
Cidade/EstadoPlanaltina / DF
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A Viola Do Meu Pai (Homenagem) (5)

Composição: Adriano Batista Frota.
Dezembro chegou, mas a luz aqui sumiu, O vazio na casa é o que restou, o silêncio que ficou. Tem um par de botas perto da porta, mas o dono não vem mais, Aquele cheiro de café forte, sumiu de vez..... Eu pego o telefone, chego a discar o número de cor, Lembro que a chamada agora, só vai pro Senhor não atende mais... Pai, a saudade é um nó que não desata, É chuva caindo no telhado, é a vida que se maltrata. A sua cadeira de balanço está aqui, ninguém senta nela não, Porque o dono do abraço mais forte, virou estrela no sertão. Eu não choro por perder, eu choro é por não te ter, O meu herói de alma simples, o que a vida ensinou a viver. Ontem eu fui lá no quintal, onde a gente plantava, O chão tá rachado, parece que a terra também chorava. Eu peguei aquela viola velha que o senhor gostava de tocar, Mas o meu dedo não acha o acorde, o meu som não sabe te encontrar. Toda história de vida agora tem um ponto final, O meu porto seguro, virou o maior temporal. Pai, a saudade é um nó que não desata, É chuva caindo no telhado, é a vida que se maltrata. A sua cadeira de balanço está aqui, ninguém senta nela não, Porque o dono do abraço mais forte, virou estrela no sertão. Eu não choro por perder, eu choro é por não te ter, O meu herói de alma simples, o que a vida ensinou a viver. O tempo me diz pra seguir, que é a lei natural, Mas o coração insiste em voltar pra beira do seu varal. A gente não tá preparado pra dizer adeus, Mas o que o senhor deixou em mim, não é de Deus, é mais que Deus. Pai, a saudade é um nó que não desata... ...O dono do abraço mais forte, virou estrela no sertão. Eu não choro por perder, eu choro é por não te ter... ...O que a vida ensinou a viver...

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