No Piseiro Do Arrependimento (4)
Composição: Adriano Batista Frota.Eu dei um migué, disse que não valia nada
Que o meu coração de vaqueiro não voltava pra parada
Pensei que essa mulesta ia chorar, ia aperrear
Mas ela trocou a lágrima por um arrasta-pé
Tá na pista, arretada, com um perfume de luxo
Me encarando com a cara de quem diz: "Você é um basculho" (lixo)
Ela tá me humilhando, dançando no osso, sem dó
Enquanto eu abilolado morgo aqui no forró.
Pode vir, que hoje o grave me esculhamba
Ela tá na Liga, eu tô na desgrama
O piseiro é a vingança, a batida é o gás
Eu sou o fuleiro do passado, ela é a rainha de paz!
Pisa! Pisa! Na cara do arrependido!
Ela 'tá no 12, eu 'tô fudid aqui sozinho!*
Poeira sobe, o coração desce!
Eu dou 'Ave Maria', ela dá 'Graças a Deus' e esquece!
Ela não tá morgada, nem bisonha (triste) no canto
Seu corpo arrochado no ritmo, é um canto
Derrubou o boi errado e acertou o passinho
Trocou meu nome por "meu boy, me dá um cheirinho"
A bagaceira dela agora é a minha dor
Ela tá rindo alto, achando o seu valor
Eu aqui, amarrado (mesquinho) no meu whisky caro
Tentando esquecer que fui o boy que ela jogou no jarro (jogou fora).
Pode vir, que hoje o grave me esculhamba
Ela tá na Liga, eu tô na desgrama
O piseiro é a vingança, a batida é o gás
Eu sou o fuleiro do passado, ela é a rainha de paz!
Pisa! Pisa! Na cara do arrependido!
Ela 'tá no 12, eu 'tô fudid aqui sozinho!*
Poeira sobe, o coração desce!
Eu dou 'Ave Maria', ela dá 'Graças a Deus' e esquece!

