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Luminia

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Cidade/EstadoManaus / AM
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Bondade Não Tem Dono

Composição: Luciano Melgueiros.
Acordei com o blues pesado no peito hoje cedo Vi um homem no calçado e passei sem segredo Aí parei no meio da rua — algo me segurou Que coisa estranha e boa essa voz que me chamou Não precisava ser meu irmão, meu vizinho, meu igual A bondade não pergunta nome — ela simplesmente vai Porque o ódio grita alto mas se cansa no caminho E a gentileza entra fundo - silenciosa - como o vinho Não espera por retorno, não exige gratidão Ela só pede passagem direto pro coração Bondade não tem dono, não tem cerca, não tem muro É o som mais bonito que eu já ouvi no escuro Não precisa de bandeira nem de sangue compartilhado Basta um gesto, uma palavra — um mundo recomeçado Joga fora o teu rancor, deixa o bem fazer barulho Que a melhor resposta pro ódio é o amor sem orgulho Tem gente que cresceu aprendendo a desconfiar Que o mundo é uma guerra e o outro quer te derrubar Mas eu vi menino pobre ajudar sem ser pedido Vi velhinha estrangeira encontrar uma abrigo Não foi lei, não foi sermão, não foi discurso de palanque Foi um olhar que disse: você existe — e isso me alcança O exemplo corta mais fundo que qualquer palavra dita Quem age com beleza abre uma porta que convida Não combate o ódio com ódio — o fogo não se apaga com brasa Se apaga com água limpa — com a calma de quem passa Bondade não tem dono, não tem cerca, não tem muro É o som mais bonito que eu já ouvi no escuro Não precisa de bandeira nem de sangue compartilhado Basta um gesto, uma palavra — um mundo recomeçado Joga fora o teu rancor, deixa o bem fazer barulho Que a melhor resposta pro ódio é o amor sem orgulho Não é fraqueza — é coragem de outro tipo Segurar a mão de quem te olha como inimigo Não porque você concorda — mas porque você enxerga Que por trás de tanto ódio tem uma ferida aberta E a benevolência não é cega nem ingênua Ela é a única arma que o tempo não condena Que transforma o que divide em algo que atravessa A distância entre dois peitos — e dois mundos — e promessa Bondade não tem dono, não tem cerca, não tem muro É o som mais bonito que eu já ouvi no escuro Não precisa de bandeira nem de sangue compartilhado Basta um gesto, uma palavra — um mundo recomeçado Joga fora o teu rancor, deixa o bem fazer barulho Que a melhor resposta pro ódio é o amor sem orgulho — — — E se um dia o mundo pesar demais no peito Lembra: um gesto bonito nunca sai de jeito Bondade não tem dono — bondade é de todo mundo É a única verdade que sobe quando o homem vai ao fundo Bondade não tem dono... Não tem cerca, não tem muro... É o som mais bonito... Que eu já ouvi no escuro... Bondade... bondade... É de todo mundo... é de todo mundo...

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