Vila Das Cruzeiras
Composição: Paulo Eugenio Castro Milan E Sergio Terres Viana.Vila das Cruzeiras Ritmo: chamarra
Essa Vila existiu de fato, no tempo bom do barato
Me lembro com emoção
Nos fundos era um campo com gado, na frente um mato fechado
No IPEAS, no Capão do Leão.
Era vila de operários, que recebiam salários
Não pagavam aluguel.
Nossa casa era uma festa, embora tivessem frestas
Ninguém vivia ao léu.
Jogando bolinha de gude, tomando banho de açude
A gurizada era feliz.
Meus irmãos mais velhos, me livravam do chinelo
Eu fugia por um triz.
Lá na Vila das Cruzeiras
Dos tempos bons e felizes.
Desses tempos mais antigos
É que herdei minhas raízes.
Havia a pesca e as caçadas,
As pencas lá no portão,
Carpetas e jogo de bocha
Também eram a diversão
No futebol tinha um clássico
O Agrissul contra o Central
Todos iam ver o jogo
Que era aguerrido e leal.
Lá a paz, a simplicidade
E a honestidade era sem igual.
Só o perigo que rondava
É da Cruzeira que morava
No meio do macegal.
A mãe servindo o almoço, na mesa um alvoroço
Ninguém comia direito.
Mas não davam mais um pio, apenas com um assovio
O Pai mantinha o respeito
Bem encilhado o pingo, vestindo roupas de domingo
Todos iam ao jogo do osso.
Uns jogavam por dinheiro, ganhavam e ficavam faceiros
Jogatina de velhos e moços.
Lá na Vila das Cruzeiras
Dos tempos bons e felizes.
Desses tempos mais antigos
É que herdei minhas raízes.
Havia a pesca e as caçadas,
As pencas lá no portão,
Carpetas e jogo de bocha
Também eram a diversão
No futebol tinha um clássico
O Agrissul contra o Central
Todos iam ver o jogo
Que era aguerrido e leal.
Lá a paz, a simplicidade
E a honestidade era sem igual.
Só o perigo que rondava
É da Cruzeira que morava
No meio do macegal.
Sigla: IPEAS – Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária do Sul.
Esta localidade ficava atrás do Faculdade de Agronomia, na época, anos 1970.

