ABORÍGINE RAP

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Aborígine - As primeiras letras do alfabeto

Composição: Markão Natural da Terra

Oh pátria armada, estagnada, um berço hostil. Inocente sensualidade, contraste infanto juvenil. No Brasil sem censura, sem vergonha, sem caráter. Em close, televisores ensinam posições em sessões a tarde. Modernidade... Infância com vestimentas adultas Normalidade... Danças eróticas e crianças semi nuas Como se não bastasse a triste gramática da vida Jovens ligados às palavras crime, drogas e bebida. Fotografia construída da juventude que não se interessa Afoitos por uma pobre conversa, mas não pra uma palestra. Desértica mentalidade, repleta de futilidade. Pensa que é uma fase da vida, mas transforma a vida em fase. Terminal! Vivem na Terra do nunca. Nunca crescem Nunca amadurecem ao mesmo tempo em que envelhecem Hey garoto me responda o que é ser brega 14 anos em escola ou 14 anos em uma cela? Hey garota me responda o que é ser brega 14 anos virgem ou 14 anos aidética? Vem ver, retratos desta adolescência. O porquê do meu grito de urgência Sabe cercados de más influências. Aonde vão chegar? Imagine Maria retirando o líquido amniótico A esperança esquartejada, saída fechada, o futuro em destroços. Assassino. Substantivo mais adequado a quem pratica tal ação Pois a vida se forma no momento da concepção Irmão. Desconheço sua opinião, o que pensa, mas te falo. Que o DNA está completo já no óvulo fecundado Desculpe se pressiono a mesma tecla e nela sempre insisto É chocante, mas imagine o aborto de Jesus Cristo. Não é paranóia. Quantos livros não escritos Quantas soluções não apresentadas, quantos amores não vividos. Por outro lado pesadelos, traumas psicológicos. Gravidez ectópica nas trompas de falópio Sentimento culposos, fleches, fiel companhia. Reflexos de risos inocentes, transpiração, taquicardia. Muitos desejam o que você desperdiça o amor de um filho. Amor, fidelidade, palavras chave o livra do abismo. Com elas, salvará vidas. Tanto da haste, quanto da Síndrome da imuna deficiência adquirida. Seres burros fazem sexo e não amor Não pensam com o cérebro, mas com o órgão reprodutor. Assim se entregam, se usam, se tocam, se vendem. Assim são traídos, assim se arrependem. Porém tarde. O olho azul foi falso e do mesmo modo o corpo malhado Prazer individual, momentâneo, indelicado. E esta tolice origina conseqüências muito sérias Descem pelo ralo lágrimas de remorso e venéreas Eis o resultado da falta de diálogo e alienação da juventude Marcas levadas por toda senectude.

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ABORÍGINE



Markão Aborígine é poeta, escritor, rapper e militante da Cultura Hip Hop do Distrito Federal há aproximadamente 19 anos, filho de nordestinos, conheceu a poesia através de seu avô, Pedro Graciano Dantas, cordelista do interior paraibano. No Distrito Federal já morou em Ceilândia e reside desde 1989 na cidade de Samambaia, onde fundou e desenvolve projetos culturais. Possui dois álbuns e dois livros lançados.

Do primeiro palco que se apresentou em 1998, até o lançamento do livro Hip Hop em Mim em janeiro de 2017, participou e venceu concursos estudantis de música, foi apresentador de programa em Rádio Comunitária no interior da Paraíba.

Fundou os projetos: Sarau Samambaia Poética, Cineclube Câmbio Negro. Idealizou e produziu o ‘Prêmio Hip Hop Zumbi’, a primeira premiação da cultura Hip Hop do Distrito Federal. Em síntese, a obra de Markão Aborígine, na literatura e na música, pode ser resumida numa prática militante, agregadora e difusora, pois sempre buscou coletivizar as produções e processos, seja como apresentador de eventos, músico, arte-educador ou editor, sempre buscou democratizar o acesso e oportunidade, resgatar a memória e reconhecimento ao Hip Hop feito na capital do país.

Além da música, Markão Aborígine desenvolve ações junto a literatura e produção cultural como exposto acima, realizando cineclubes, saraus e eventos de Hip Hop. Em 2008 fundou o Coletivo ArtSam, grupo autônomo de jovens de Samambaia e Recanto ao qual protagonizam muitos destes projetos.

Em 2011 iniciou o projeto Poesia em Coletivo que distribuía poesia em paradas de ônibus e estações do Metrô. A partir desta iniciativa produziu seu primeiro livro intitulado ‘Sem rosto, família ou nome’. Adquirindo experiência em diagramação e publicação artesanal produziu livros de jovens poetas brasilienses como Fernando Borges, morador da Estrutural com seu livro ‘Favela como ninguém viu’ e ‘Mulher Quebrada’ uma coletânea com escritoras e poetisas de diversas cidades do DF.

Sua música o levou ao Premio Tom Jobim de Música, premio nacional da canção produzido pelo SESC saindo com a terceira colocação, tornando-se o primeiro rapper a conseguir tal feito. Músicas, poesias e textos são utilizados por profissionais da educação, sendo que em 2014 fez parte da metodologia RAPedagogia do Oprimido produzido pela Subsecretaria de Diversidade da Secretaria de Educação.

CONTATOS

Fone: 61 9 9602 6711
E-mail: contatoaborigine@gmail.com
Blogue: https://goo.gl/PztgbG
Facebook: https://goo.gl/48FzNg
Soundcloud: https://goo.gl/2hAZTY

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