Banda NÃ

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Farpa/ Samba De Classe

Composição: Renato Ribeiro/Michel de Moura

A gente precisa fazer um samba contemporâneo Então tem que falar de depressão, esquizofrenia, medo... Medo de gente Medo de solidão medo da chuva (“não não, sobre esse aí já fizeram música...”) medo da polícia “ah, essa sim eu tenho medo, violenta, corrupta... A gente podia fazer um refrão assim: eu tenho medo da polícia, eu tenho medo da polícia, ...” “mas se for pra falar da polícia vai ter que falar da luta de classes” “Beleza, simbora então” Quem disse que a luta de classes É um papo retrógrado, antigo, datado Tá mal informado Preste atenção na avenida paulista O carro ao seu lado com vidro blindado Que medo da vida Ou medo da morte querida não sei... Tem gente que acha que pode mudar a sociedade Sem perder o status privilegiado Talvez eu conheça esse tipo de gente Soberbo, mimado Talvez inocente Que medo da rua Ou medo de pobre, querido vê bem --- Quem disse que o samba morreu, Enjoou, se vendeu, se despolitizou Já não sabe de nada O samba é cultura com aspas, eu sei O samba, coitado, também é refém Mas sem medo da mídia Em terra de bamba quem samba é rei... --- No Brasil todo mundo é sambista Exceto quem não é

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OuvintesLeão Prosa e outros 216 ouvintes
Fã-clubeSelma Elias dos Santos e outros 4 fãs

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Michel de MouraGuitarra
Renato RibeiroGuitarra Base
Thiago PereiraBaixo
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Release

A banda NÃ acaba de lançar seu segundo trabalho “Antes que só umquase”, nas principais plataformas de streaming. O disco foi produzido pelo próprio grupo e gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches e Eric Yoshino no Estúdio El Rocha, em São Paulo. Mais dançante, mas sem perder o tom afiado das letras, o álbum conta com participações de Alessandra Leão, Maurício Takara e Valério.

As referências sonoras múltiplas alinhadas a coros polifônicos, improvisações e textos filosóficos presentes em Farpa, primeiro álbum da banda, permanecem no novo trabalho, porém os músicos consideram “Antes que só um quase” um disco mais alinhado à ideia de “canção”, feito no calor das horas dos até então improváveis retrocessos sofridos no campo da política e da cultura. Carrega, assim, as dúvidas e incertezas inerentes ao “estado de exceção” contemporâneo. Guimarães Rosa, Mia Couto, Walter Benjamim e Mateus Aleluia são algumas das referências para as metáforasde tempo e transformação, conceitos a partir dos quais a banda reflete sua própria existência enquanto artistas.

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