Imagem de capa de Cidinha De Almeida
Cidinha De Almeida

Cidinha De Almeida

EstiloInfantil
Cidade/EstadoCaratinga / MG
Plays97plays
Tamanho
Imprimir

A Magia Do Comum (1)

Composição: Maria Aparecida de Almeida.
Itabira no horizonte, um ferro no peito e na mão O menino observava o mundo pela fresta do portão Não preciso de grandes feitos, nem de mar a navegar Bastou o café, a costura e o tempo a devagar Uma vida que corre calma, uma rotina que nos seduz Drummond não viu banal, a luz mais intensa. (Refrão) É a magia do comum, o detalhe que a gente esqueceu A poesia que nasce quando o sol amanhece Entre a pedra e a rua, entre o medo e o amor Ele escreveu o tempo, com precisão e com dor Carlos, poeta atento, que nos ensina a olhar Que até no silêncio, há algo pra se cantar. (Verso 2) "Eta vida besta", ele disse, entre a ironia e o afeto De mãos dadas com a gente, num compromisso concreto Não fugiu do presente, nem das dores da multidão Transformou o verso bruto, em pura pulsação Seja no doce da mãe, ou na busca pelo que é raro Ele fez a vida inteira, um eterno desamparo. (Ponte) E se o verso não vem? Se a pena trava no papel? Ele esperou o momento, entre a terra e o céu A palavra que se procura, é a própria caminhada Não se perde quem busca, na estrada iluminada. (Refrão) É a magia do comum, o detalhe que a gente esqueceu A poesia que nasce quando o sol amanhece Entre a pedra e a rua, entre o medo e o amor Ele escreveu o tempo, com precisão e com dor Carlos, poeta atento, que nos ensina a olhar Que até no silêncio, há algo pra se cantar.Memória de um mundo antigo, guardada no olhar Um pouco de Itabira, pra gente nunca esquecer de voltar... Carlos... a poesia é o agora... Carlos... o tempo não vai embora.

Comentários

Filtrar Por:
Escreva um comentário

Playlists relacionadas à musica