A Verdade Sobre O Sete De Setembro
Composição: Maria Aparec... Ver tudoNada de cavalo branco,
nem espada a reluzir.
A Independência do Brasil
foi bem diferente do que se costuma ouvir.
No caminho havia barro,
não havia aquele esplendor.
A imagem que ficou na História
foi construindo pelo pintor
**Refrão**
Pintado em mil oitocentos e oitenta e oito,
este quadro não é registro documental.
Décadas depois da Independência,
ajudou a construir um símbolo nacional.
Com pose de grande batalha,
num cenário monumental,
a cena lembra os grandes heróis
da pintura imperial.
Na realidade da viagem,
nada daquela ostentação:
animais próprios para estrada,
roupas adequadas ao sertão.
Poeira, lama e tropeiros,
uma comitiva pelo chão.
Bem distante da imponência
eternizada na representação.
**Refrão**
Pintado em mil oitocentos e oitenta e oito,
este quadro não é registro documental.
Décadas depois da Independência,
ajudou a construir um símbolo nacional.
Mas a história vinha antes,
o edifício começava a ruir.
Veio então o Dia do Fico:
Dom Pedro decidiu não partir.
“Se é para o bem de todos
e geral”,
ficaria então no Brasil,
num rompimento gradual.
Em agosto de vinte e dois,
duas frentes em ação:
Dom Pedro segue para São Paulo,
Enquanto isso, no Rio,
Leopoldina assume uma regência.
Política, cartas e decisão
aceleravam a Independência.
Dois de setembro se aproxima,
o Conselho entra em médium.
Leopoldina e seus aliados
defenderem a separação.
Cartas seguintes para São Paulo,
era urgente decidir.
E Dom Pedro, ao recebê-las,
percebe o que estava por vir.
**Refrão**
Pintado em mil oitocentos e oitenta e oito,
este quadro não é registro documental.
Décadas depois da Independência,
ajudou a construir um símbolo nacional.
Sete de setembro chega,
mas não nasceu tudo ali.
A Independência foi processo,
muito antes da Ipiranga existir.
Entre interesses e conflitos,
decisões, disputas e poder,
muita gente fez História
para o Brasil acontecer
A verdade não diminui
o valor do Sete de Setembro.
Conhecer além da pintura
faz compreender melhor o tempo.
Não precisamos de um mito
para nossa História admirar.
É muito mais interessante
investigar e questionar.
**Refrão final**
Pintado em mil oitocentos e oitenta e oito,
o quadro virou símbolo nacional.
Mas a história não é só pintura,
nem uma cena monumental.
Entre o mito e a memória,
há perguntas para investigar.
Conheça a verdadeira história,
há muito mais para contar!

