Inês Rainha Depois Da Morte
Composição: Maria Aparec... Ver tudoVeio Inês para a corte portuguesa,
E encontrou Pedro em seu caminho,
Mas havia um reino entre os dois,
E um amor crescendo escondidinho.
Ele era príncipe, havia uma coroa,
Havia leis, alianças e poder,
Mas quem explica ao coração
Que existe amor que não pode acontecer?
[Verso 2]
Quando Constança deixou esta vida,
Pedro e Inês puderam se aproximar,
Vieram filhos, vieram esperanças,
Mas veio o medo para os separar.
Os Castro inquietavam a coroa,
E o velho rei temeu pelo amanhã;
Em Coimbra decidiram o destino
Daquela que Pedro amava tanto, Inês.
[Refrão]
Ó Inês, tão linda e tão triste,
Teu nome o tempo não levou.
Morreu a mulher, nasceu a lenda,
E nem a morte separou.
Entre lágrimas, pedra e memória,
Portugal ainda conta essa dor:
Inês, rainha depois da morte,
Pedro, prisioneiro desse amor.
[Verso 3]
Nos jardins de Coimbra veio a sentença,
Por ordem de Afonso, ela morreu.
E quando Pedro soube da tragédia,
Seu coração em guerra se perdeu.
Depois, já rei, buscou os responsáveis,
E a vingança atravessou o coração;
Disse ao reino que Inês fora sua esposa
E deu-lhe honras, nome e posição.
[Ponte]
E conta a lenda — a História não confirma —
Que Inês ao trono, morta, então voltou,
Que os nobres se curvaram à rainha
E a fria mão cada um deles beijou.
Verdade ou lenda, pouco importa ao verso:
A imagem atravessou gerações.
Porque há histórias que terminam numa tumba
E continuam vivas nos corações.
[Refrão final]
Ó Inês, tão linda e tão triste,
Teu nome o tempo não levou.
Morreu a mulher, nasceu a lenda,
E nem a morte separou.
Em Alcobaça, pedra e eternidade
Guardam os sinais daquele amor.
Inês, rainha depois da morte,
Pedro, prisioneiro dessa dor.
[Final]
E se perguntarem onde vive Inês,
Não procurem somente onde morreu:
Vive na História, vive na poesia,
No amor que Portugal não esqueceu.

