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Cidinha De Almeida

Cidinha De Almeida

EstiloInfantil
Cidade/EstadoCaratinga / MG
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Parê E Cibiça

Composição: Maria Aparec... Ver tudo
Tudo começou nos tempos da escola, Quando o mundo cabia num corredor, Tinha conversa, segredo e risada, E amizade nascendo sem nenhum favor. Primeiro veio a irmã da Cibiça, Companheira de tanta confusão, Depois apareceu aquela menina bonita Que Parê olhou com certa desconfiança então. “Essa menina é meio metida...” Foi a primeira impressão de Parê. Mas o tempo, que entende das coisas, Disse baixinho: “Você ainda vai ver.” E viu. Vieram conversas, vieram risadas, E um apelido que ninguém mais explica: De um lado alguém gritava “Parê!”, Do outro respondia a tal da Cibiça. **Parê e Cibiça, Quantos anos já passaram? Quantas estradas diferentes Nossos passos encontraram? A vida muda tanta coisa, Faz a gente até se perder, Mas há amizades que o tempo Não consegue desfazer.** Um dia Parê chegou do trabalho Com uma novidade para anunciar: “Cibiça, a diretora está te convocando, É melhor você se preparar!” Não era convite, nem entrevista, Parê já tinha decidido a questão. Pegou o telefone daquela época E fez sua própria convocação. E Cibiça foi. Vieram escola, alunos e caminhos, Vieram escolhas que ninguém previu. A irmã da Cibiça foi morar tão longe, E a vida de cada uma prosseguiu. Uma foi daqui, outra foi dali, Cada qual procurando seu lugar, Mas amizade verdadeira tem dessas coisas: Pode ficar longe sem deixar de ficar. **Parê e Cibiça, Quantos anos já passaram? Quantas estradas diferentes Nossos passos encontraram? A vida muda tanta coisa, Troca endereço e direção, Mas quem virou família um dia Continua no coração.** Havia uma mãe naquela história Que acolhia Parê como filha também, E dizia sorrindo: “Essa menina é poetisa!” Talvez enxergasse mais longe que ninguém. O tempo correu. A menina continuou escrevendo, Inventando histórias e canção, Até que um dia contou suas novidades Para uma amiga daquela geração. Do outro lado veio a resposta, Simples como sempre deveria ser: **“Parê, faz isso mesmo.”** E naquele instante não havia distância, Nem calendário para contar. Eram novamente aquelas meninas Que sabiam juntas brincar. **Parê e Cibiça, A irmã da Cibiça também, A vida espalhou nossos caminhos, Mas não levou o querer bem. Não precisamos estar todo dia Para saber quem a gente é. Basta uma mensagem atravessar o tempo: “Vai em frente, Parê.”** Talvez amizade seja exatamente isso: Não impedir ninguém de partir, Mas deixar uma porta entreaberta Para quando alguém quiser ressurgir. E quando um velho apelido reaparece, Não importa quanto tempo passou: **Cibiça ainda sabe quem é Parê. E Parê nunca se esqueceu de quem ficou.**

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