Pátria Jamais Esquecida
Composição: Maria Aparecida de Almeida.[Introdução]
Lá onde o mar beija o rio e descansa
Numa rede de estrelas, à luz do luar
Ficou o sorriso de uma criança
Que o tempo insiste em desbotar.
O vento que sopra das bandas do Norte
Traz cheiro de terra, de flor e de chão
Aqui, a saudade é um sopro mais forte
Que bate no peito e vira canção.
(Refrão)
Oh! Que saudades eu tenho da vida
Dos oito anos que a alma guardou!
A infância é pátria jamais esquecida
O porto de onde o meu barco partiu
E nunca mais ancorou.
Lisboa é cinza, é frio, é pedra
Enquanto na mata o sol é de ouro
Aqui a tristeza no peito se enquadra
Lá, o meu canto era o meu tesouro.
Queria o abraço da bananeira
O doce balanço de um laranjal
Viver a pureza da vida inteira
Longe do peso da capital.
Casimiro, que escreve com tinta de lágrima
E sonha com o brilho de um céu anil,
O teu coração é a busca e a margem
Do sentimento de ser Brasil.
Oh! Que saudades eu tenho da vida
Dos oito anos que a alma guardou!
Dos oito anos que a alma guardou!
A infância é pátria jamais esquecida
O porto de onde o meu barco partiu
E nunca mais ancorou.
(Final) Me leva de volta pro Rio das Ostras
Me deixa dormir no teu colo,
Sertão... A vida é breve, o verso mostra:
Quem ama o seu berço não morre em vão.

