Segundo São Blogger
Composição: Maria Aparec... Ver tudoVerso 1
Fui postar Ruth Rocha, tudo muito bem,
texto organizado, bonito também.
Mas surgiu uma bolinha querendo mandar,
tirei uma daqui, nasceram dez no lugar.
“Te enganei, eu sei nadar,
lá, lá, lá…”
A bolinha foi embora
e o número veio ficar.
Verso 2
Cliquei numa coisa, apareceu um, dois, três,
daqui a pouco quarenta, tudo de uma vez.
Olhei para a tela e comecei a desconfiar:
“Isso não é postagem, é Bíblia pra estudar!”
Refrão
Segundo São Blogger, capítulo não sei quanto,
versículo quarenta e um, Almeida perdeu o encanto.
Entrou no HTML, procurou `<ol>` também,
quanto mais ela rezava, mais assombração é que vem!
Segundo São Blogger, está escrito assim:
“Clique aqui, volte ali, depois aperte no fim.”
Almeida olhou pra tela e decretou então:
“Meu filho, eu me chamo Maria Aparecida,
mas milagre eu não faço, não!”
Verso 3
Lembrei do homem da TV querendo explicar:
“Entre aí, abra o menu, agora pode clicar…”
Fiz tudo obediente, até ele aparecer,
e o padrinho perguntou: “Mas o que foi que houve aí?”
“Não sei, alguma coisa estava queimada”, ele falou.
E eu, que já tinha tentado tudo, só completei:
“Pois é! De lá você queria que eu fizesse milagre…
ressuscitar morto, meu filho, só Jesus, eu não sei!”
Ponte
E teve aluno um dia, antes do conselho começar:
“Professora, me defende, não deixa me reprovar!”
Olhei bem para o menino, sem nenhuma hesitação:
“Eu me chamo Maria Aparecida,
mas milagre eu não faço, não!”
Refrão final
Segundo São Blogger, capítulo final,
a bolinha virou número num fenômeno digital.
Ruth Rocha ganhou versículo, o Blogger ganhou sermão,
e Almeida fechou a firma com uma sábia decisão:
“Hoje ninguém ressuscita nada,
amanhã a gente vê!”
Salva o texto, fecha a tela,
que milagre pode esperar pra acontecer.
Segundo São Blogger, assim terminou:
o defeito não foi embora…
mas pelo menos uma música ele deixou!

