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Fabio Blanc

Fabio Blanc

EstiloPop
Cidade/EstadoRio de Janeiro / RJ
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Areia & SangueLançamento: 202611 músicas
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Release

Fabio Blanc é um cantor, compositor e produtor musical carioca em atividade desde 2017. Sua discografia conta, até o momento, com cinco álbuns de estúdio: Califórnia (2017), Armadilha (2020), Calor (2022),Paraísos Artificiais (2025) e Areia & Sangue (2026).

O artista trabalha com arranjos multigênero fortemente influenciados por ritmos brasileiros e litorâneos, combinados a melodias pop e letras que abordam uma grande diversidade de temas.

Em 2017, Fabio lançou o álbum Califórnia, cujo título faz referência a algo que um amigo lhe disse na época em que aprendia inglês: que “a Califórnia é a terra dos sonhos, para onde a maioria dos artistas nos Estados Unidos se mudam em busca de uma carreira; alguns conseguem, muitos se frustram”. Em outro momento, também ouviu que “a Califórnia seria para os EUA o que o Rio de Janeiro é para o Brasil, enquanto Nova Iorque ocuparia o lugar de São Paulo”. Conhecida como a terra do sol, do surfe e de paisagens de tirar o fôlego, a Califórnia torna-se inevitavelmente associável ao Rio de Janeiro, guardadas as devidas proporções.
A partir dessa ideia, Blanc quis criar um álbum que transmitisse a sensação de viver no Rio de Janeiro e de estar próximo da praia, sendo introduzido à cultura praiana enquanto atravessa sonhos, pesadelos, inícios e fins de relacionamentos.
Assim, o artista narrou experiências vividas durante sua adolescência ao lado de seus amigos e seu primeiro amor: um surfista, que o disco deixa a entender que também se trata de uma pessoa pública. Além de narrar suas ambições e desilusões.

Em 2020, Fabio retornou com uma sonoridade bastante diferente da apresentada em seu primeiro trabalho. Armadilha trouxe uma atmosfera mais soturna e mística, mantendo e expandindo os ritmos litorâneos por meio do reggaeton e do trap funk. No álbum, Blanc narra as aventuras e desventuras de se relacionar com pessoas indecisas e inconstantes, aborda a transição de gênero de seu amigo mais próximo na época, e apresenta reflexões sobre família, amizades e relacionamentos.

Em 2022, chegou às plataformas o terceiro álbum do artista. Mais brasileiro do que nunca, Calor incorporou ritmos em evidência, como o piseiro, o axé e o funk, somando-os às influências que já faziam parte de sua identidade musical. Ao contrário do trabalho anterior, Calor é um álbum solar, vibrante e perfeito para ser ouvido à beira da piscina, num dia quente de verão. Até o final de 2023, o disco alcançou a marca de 250 mil reproduções no Spotify. Era, até então, o projeto mais extenso do artista, apresentando uma diversidade ainda maior de ritmos e temas, refletindo também o desejo coletivo, após os anos de pandemia, de voltar às festas, aos blocos de carnaval e à proximidade entre as pessoas.

Em 2025, o artista lançou Paraísos Artificiais. Em algumas faixas, o trabalho apresenta seu lado mais acessível e comercial; em outras, assume uma proposta ainda mais experimental. O álbum mistura orquestra e funk, R&B experimental, pop e elementos eletrônicos. Suas letras exploram a sexualidade, a fantasia, a criação de novos mundos por meio da arte e a cura de feridas da alma através da música, ao mesmo tempo em que atravessam os limites do que se convencionou dizer, ou não dizer, na música pop. Trata-se de um trabalho detalhado, repleto de camadas, harmonias e algumas das melodias mais belas que o artista compôs até aqui.

Em 2026, o artista expande seu universo criativo para além da música com o lançamento de Areia & Sangue, seu quinto álbum de estúdio, e do romance homônimo, cuja primeira edição será publicada ainda este ano pelo Clube dos Autores. Os dois projetos marcam uma nova fase artística, na qual música e literatura se entrelaçam para construir uma experiência narrativa melancólica e monumental.
Desta vez, o artista propõe uma releitura da forma como pessoas queer podem falar sobre o amor. Flertando em diversos momentos com a estética gótica, Areia & Sangue aborda temas como morte, transcendência, sexo e a intimidade entre duas pessoas que se amam. Em contraste com o tom marcadamente dionisíaco de seus álbuns anteriores, a obra desloca o prazer para o campo da conexão emocional e do afeto.
Sua sonoridade é marcada pela crueza e pela naturalidade dos instrumentos. Aqui, Fabio abandona os sintetizadores carregados e as batidas pop dançantes para concentrar-se em arranjos centrados em guitarras acústicas, piano e harmonias vocais, reforçando o caráter intimista e contemplativo do projeto.

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