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Cidade/EstadoSão José dos Campos / SP
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Filho Da Pobreza

Composição: Jairo Martins Alves.
Filosofia Urbana SjC Filho da Pobreza Autor: Jairo Martins Alves Caralho o pensamento e foda. Não vejo mais o sorriso nem as vitorias. Mundo louco, pessoas sem historias. Livros sem fundamentos, apenas ficção. Nossa novela é periferia morte munição. Não trago a paz, muito menos alegria. Eu trago a dor, a cólera a hemorragia. Faço parte do seu esquecimento. Sou o trovão a chuva com vento. Mais um moleque na rua abandonado. O retrato do esgoto a céu aberto. Um choro que sai de dentro do barraco. A revolta, o ódio à necessidade o assalto. Aquele que méte uma fita no mercado. O filho da pobreza, na bura algemado. Sou filho da pobreza, irmão da sua miséria. Um condenado, a viver dentro da favela. Ou mais um indigente na autópsia do IML. Sou filho da pobreza, irmão da sua miséria. Um condenado, a viver dentro da favela. Ou mais um indigente na autópsia do IML. No presidio a rebelião queima colchão. A camisa a bala clava, ladrão mata ladrão. Facção contra facção, o choque é caixão. E mais uma vez ibope para televisão. Minha cor e minha educação é padrão. Ensino fundamental, Brasil escravizado. Um detento um perigo para sociedade. Você não tem, nem vai ter oportunidade. Então pare........................de um restart. Não seja aquele bêbado sendo carregado. O detento levando tiro, por treta do passado. Um falso crente se escondendo atrás da bíblia. O viciado sendo cobrado no portão de casa. Não seja o filho da pobreza na Bura algemado. Sou filho da pobreza, irmão da sua miséria. Um condenado, a viver dentro da favela. Ou mais um indigente na autópsia do IML. Sou filho da pobreza, irmão da sua miséria. Um condenado, a viver dentro da favela. Ou mais um indigente na autópsia do IML.

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