Seja O Abutre Ou O Beija Flor
Composição: Jairo Martins Alves.Filosofia Urbana SjC
seja o abutre ou o beija flor
Autor: jairo Martins Alves
Histórias, lendas e fatos de fato é o terror.
Desculpa ai doutor, aqui você pede por favor.
Seja lá quem for, seja o abutre ou o beija flor.
Demoro sou o moleque ruim que você abandonou.
Vítima do descaso e da ignorância do senhor.
Com ódio no olhar, o veneno nas palavras.
Sem estudo, sem profissão ou teto pra mora.
Me dê um motivo pra sorri, e não chorar.
Então vem ver o que eu vejo, e pare de sonhar.
Qual de vocês, gostaria de estar em meu lugar.
Na escola do governo, sem salário pra ganhar.
Morador de favela, discriminado pela sociedade.
Somos refém da sua miséria e da sua socialite.
Conviver com as drogas, armas, mortes e o tráfico.
Pensamentos ilícitos, terrorismo medo e descaso.
Mudar de vida, suicida, camicase do caralho.
Se joga na pista, no sequestro, no assalto.
Tentar mudar, procurar uma brecha a saída.
Meus manos, minha família aqui são vítimas.
Esperança é a chave, a fechadura é ser pessimista.
Filosofia Urbana, mano meu vulgo é paulysta.
Não faço parte da socialite, não moro no esplanada.
Minha história é outra, triste e cheia de lagrima.
Desculpa ai doutor, aqui você pede por favor.
Seja lá quem for, seja o abutre ou o beija flor.
Sou o moleque ruim que você abandonou.
Desculpa ai doutor, aqui você pede por favor.
Seja lá quem for, seja o abutre ou o beija flor.
Sou o moleque ruim que você abandonou.
Barracos no assentamento próximo do lixão.
O carcara sobrevoa, a carniça e o lixo no chão.
Crianças garimpando, por migalhas sem noção.
Falta espaço, falta infra estrutura, falta razão.
Ai ladrão vem cantar, o que eu vivo, o que sinto.
Vem viver um dia da minha vida, pra ver se minto.
Você não aguenta, porque é fácil falar e não viver.
Seu mundinho é pequeno ladrão, você pode crê.
Mais você vai saber, depois vai pedir pra morre.
Quando faltar dinheiro, quando faltar o que comer.
Quando seu filho chorar, nessa o hora o que fazer.
Pensamento a mil, adrenalina, o sangue a milhão.
Loco sangue no zoio, o fio da navalha é a depressão.
Estar entre a dignidade, a espada de são Jorge e o dragão.
Matamos todos os dia um leão, decepção.
Vou ironizar nosso descaso nossa decadência.
E dizer que sou vencedor, na guerra da paciência.
Não somos Albert Einstein e não curto ciências.
Nem tão pouco Osvaldo de Sousa nem matemático.
Mais sou Filosofia Urbana, e bem sistemático.
Meu olhos são na rua minha vida uma automática.
A sinfônia não e de Beethoven, mais ta imortalizada.

