Frodo Oliveira

Cidade/EstadoMaceió / AL
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Preconceito

Composição: Frodo Oliveira

Ouvi um disparo no silêncio da noite E pensei: Oh meu Deus, é mais um que se vai! Aqui na favela não é brincadeira, seu moço Cada tiro que é dado é um preto que cai. Certamente acharão uma arma com ele Pra justificar o sangue que se esvai Pra que os homens de bem não sintam remorso E possam dormir outras noites em paz. Dizem que ela não poupa ninguém, mas que preconceito a morte tem? Você pode até se sentir diferente, mas o sangue de preto é vermelho também Dizem que ela não poupa ninguém, mas que preconceito a morte tem? Pra quem é preto e favelado, seu moço, mais depressa a morte vem. O lamento que canto é um espanto de morte Ode de desespero e de indignação Quanto mais cutucamos e abrimos o corte Mais corpos de pretos se espalham no chão. E eles dizem não existir preconceito, sem moço E assim podem olhar em outra direção E por mais que eu exorte, o anjo da morte Vem como um ceifador colher a plantação. Dizem que ela não poupa ninguém, mas que preconceito a morte tem? Você pode até se sentir diferente, mas o sangue de preto é vermelho também. Dizem que ela não poupa ninguém, mas que preconceito a morte tem? Pra quem é preto e favelado, seu moço, mais depressa a morte vem.

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