Gangue 13

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Cemitério de Brinquedos

Composição: Gangue 13

A caminhada é mais cruel do que imaginava; Quando o castigo é humano envelhece as almas; Muita calma soldado, só destrava a sua arma; Ultrapassaram um limite, agora foda-se o carma; Nada vai voltar pra quem se foi como um brinquedo; Não existe condolências pra frutos do gueto; Contra quem é a guerra? Contra quem é o ódio? Eu contra você?!! Choramos pelos mesmos olhos; Pode crê né tru, e o jogo fica bem pior; Ao lembrar que sou uma peça desse efeito dominó; Caralho!!! agente vai caindo sem tempo pra revidar; Soldadinhos destruídos, exaustos pra lutar; Os que tentaram sonhar, enterrados no quintal; Uns esquecidos no armário sem condicional; E continua a marcha triste rumo ao horizonte; Por uma vitória invisível que se encontra muito longe; Longe de mais, como uma causa certa; Do guerreiro adaptado a tal selva moderna; Que encosta um fuzil no vidro do importado, "Desce! ou a porta sai no tiro e você fica em pedaços;" Ali perto em um jardim, uma jasmim á aflorar; Logo adiante queimo uma erva vendo o mundo acabar; Cemitério de brinquedos... As vezes acho que um coração bate em função da dor; E lá atrás lapidaram o destino de um vencedor; Em busca da esperança só corri em círculos; Talvez carregue o peso de um ancestral fodido; Só de tabela eu viajo, sem ninguém por perto; Me sinto abandonado, tipo uma pluma no universo; Perguntas em silêncio que faço pra mim mesmo; Não encontro respostas e segue os pensamentos; É embaçado né, tentar viver a vida; Numa floresta escura onde não existem trilhas; Me armando pra deixar qualquer mãe em desespero; Eu sou bem mais que isso, não quero ir como um brinquedo; Só um castelo de titânio pra não desabar; Os de areia sempre caem com as ondas do mar; Com a queda fica um ar de sonhos perdidos; E eu passo a acreditar que nada mais faz sentido; O mundo sempre foi um elemento congelado; Que sente a naturalidade em cada tiro disparado; Sem violino, sem flauta, sem piano e sem arpa; Não são sons assim que encantam uma quebrada; Cemitério de brinquedos... Antes do amanhecer sei que nada mudou; Um dia segue solitário com ausências do amor;; Em cada canto da cidade ou de todo o mundo; Um raciocínio vem vagando louco com isso tudo; Por que ninguém entende, Não da pra compreender Ou prever oque dessa vez vai acontecer;; Cê da um abraço apertado no seu mano agora; Sem saber depois de quem será a hora; Não sinto um ser humano no tom de cada fala; Só o inferno e o céus caminhando de mãos dadas; Não sei se eu me encorajo, não sei se sinto medo, Não quero ser enterrado no Cemitério de Brinquedo, a Classe alta é só aplausos a cada tombo nosso; Mas ficam com cú na mão quando soldados estão próximos; Aqui não tem ingênuo pra trincar com seus pecados; Minha medalha é a honra adormecendo um fracasso; Nem desculpas pelas mães que vem chorando; Por injustiças que flutuam a mais de dois mil anos; necessidade por uma vida que vem ocasionar;; Metas, idéias e sonhos presos em algum lugar; Achei que éramos iguais, infelizmente me enganei; Errei 12 tiros, mas ao menos um acertei; Temos algo em comum nosso futuro é o mesmo, Vou te trombar em sono eterno no Cemitério de Brinquedos... É irmão... "A vida é apenas uma ilusão da qual jamais sairemos vivos", ela te da o privilégio de poder subir pelos degraus dos sonhos, da esperança, te da o dom de poder sentir respirar, se emocionar e amar. Ela tem um vinculo forte com a morte, te da o que tem de melhor depois vem a morte e passa a foice sem dó, Ela nunca erra, sempre vem com o bote certo, já era, sua esperança e seus sonhos foram simplesmente cortados pela lamina fria e escura do espírito mais temido do universo, a morte é virtude da vida mesmo sendo quase impossível, temos que aprender a conviver com ela irmão, mas aê, uma coisa que me mantém de pé é você, é você cuzão, jamais terá o privilegio de comprar a imortalidade porque ela não escolhe por classe social, se é alta ou se é baixa, se é negro ou se é branco, portanto eu, você ela, ele, nós, todos temos o mesmo destino, todos temos um lugar reservado no Cemitério de Brinquedos...

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OuvintesRuana Paula e outros 9 ouvintes
Fã-clubeAlbert Correia II e outros 20 fãs

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Release

O grupo Gangue 13 teve início em 2008 no bairro Jardim Princesa (Brasilândia, Zona Norte de São Paulo), fazendo parte dessa nova geração do Rap, lançando seu primeiro albúm independente chamado "Bem Mais Que O Destino", que mantém em destaque faixas como "Sou Rua", "Cenário Gangsta", "Cemitério de Brinquedos" e "Tudo pelo dinheiro". Os sons logo cairam na internet recebendo elogios do bairro inteiro, de muitos amantes do Hip Hop de vários Estados do Brasil e até de fora do país. Mesmo seguindo a linha "Gangsta", falando de armas, drogas e rua, conseguiram arrancar, também, elogios de muitos criticos do Rap Nacional, principalmente com músicas como "Dalma" e "Era Tudo Que Eu Queria", que fogem totalmente da opinião formada de muitas mentes.
Atualmente o grupo é formado por TBone, Rafa e Maycon, mas não é descartada inclusão de um 4° membro nessa caminhada.


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