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Iré Ònà

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Cidade/EstadoParati / RJ
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Vigor Da Encruza (Mo Júbá)

Composição: Rafael Silveira Chiaro.
Na alta madrugada, alguém assobiou, No meio da estrada, onde o breu se faz morada. A poeira rodopiou sem ventar, meu camarada, E a escuridão explodiu em gargalhada. Sob o clarão da lua que a noite acentua, A capa negra do mistério na encruza se insinua. Que a força de sua mão toda demanda destrua, Oh, dono da encruzilhada, Laroyê, Seu Tranca-Rua! No chão de terra onde toda a ilusão desabou, Pra quem, na soberba, dos próprios sonhos zombou. Quando o orgulho caiu e a força enfim acabou, Erga o teu ferro e nos valha, Senhor Marabô! Mantendo viva a esperança que no peito nos sustenta, Nos dias de frio e sombra, quando o mundo se ausenta. Pois sua força é brasa viva que o caminho pavimenta: Salve Seu Tiriri! Só mexe com fogo quem aguenta. Ventou, ó que ventania! Quanto mais o vento batia, mais ele ria! Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia! Ventou, ó que ventania... Quanto mais o vento batia, mais ele ria. Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia. Na potência inata de ser tudo o que se é, Atende firme ao chamado de quem carrega fé. Podem chamá-lo do nome que o mundo quiser: Malandro, Pretinho, Pilintra, a força de Seu Zé! Cada alma nesse mundo constrói o seu caminho, Desde o mestre soberano ao aprendiz pequenininho. Saiba bem, em sua trilha, nunca se está sozinho: Exu Mirim guarda teus passos e observa de mansinho. Pois o tempo em espiral guarda o saber ancestral, Onde ninguém escapa das consequências no final. O que se espera colher quando se semeia o mal? Saravá Seu Sete! A justiça brilha na ponta do seu punhal. Quando se procura um homem, encontra-se apenas bananeira, Pois quando o corte é feito, revela-se a vida passageira. Salve sua força sagrada, Senhor Caveira! Pois o que a terra consome, saiba, não é brincadeira. Ventou, ó que ventania... Quanto mais o vento batia, mais ele ria. Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia. Ventou, ó que ventania... Quanto mais o vento batia, mais ele ria. Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia. São tantas as veredas que o destino nos segreda, No passo firme e calmo sobre o rubor da labareda. Salve a energia oculta que todo o mal desenreda: Salve a força de todos! Que a luz da encruza nos conceda. Ventou, ó que ventania... Quanto mais o vento batia, mais ele ria. Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia. Chuva grossa não me molha Sereno quer me molhar, ô ganga Exu... Ventou, ó que ventania... Quanto mais o vento batia, mais ele ria. Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia. Rodeia, rodeia, rodeia Meu Santo Antônio, rodeia Rodeia, rodeia, rodeia Meu Santo Antônio, rodeia Rodeia, rodeia, rodeia Meu Santo Antônio, rodeia Ventou, ó que ventania... Quanto mais o vento batia, mais ele ria. Na força da noite, na luz do dia: Laroyê, o seu vigor é quem nos guia. Exu bebeu, Exu saravou Exu vai embora que sua banda lhe chamou....

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