Inclemente

Juliano Guerra

Mulher, podes ir embora
Vá agora e até nunca mais
Mulher, podes simplesmente
Seguir em frente e não olhar pra trás

Mas quero que fique a semente
E que te atormente esse meu desamor
E espero que a noite inclemente
Te pegue de frente e que tu sintas dor

Eu creio que tuas mãos brancas
Que dizes tão santas, vão se macular
E a tua mocidade branda
Guardará a mancha e enfim fenecerá

Mulher, podes ir embora
Vá agora e até nunca mais
Mulher, podes simplesmente
Seguir em frente e não olhar pra trás

Pois cala, melhor dizer nada
Com a cara lavada e a mão no coração
Pois cala, que és melhor calada
Estás mais errada é em vir pedir perdão

Pois vá, beber de outros copos
Se é o teu negócio, mas pra quê mentir?
Se um dia estaremos mortos
E quem sabe a morte vá te redimir

Mulher, podes ir embora
Vá agora e até nunca mais
Mulher, podes simplesmente
Seguir em frente e não olhar pra trás

Pois vá, beber de outros copos
Se é o teu negócio, mas pra quê mentir?
Se um dia estaremos mortos
E quem sabe a morte vá te redimir

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Release

Juliano Guerra (Canguçu, 1983) é compositor,
intérprete e músico. Desde o final da década de 1990,
participou de projetos como a banda de rock Revel e o
quinteto de choro e samba Noesis, até começar carreira
solo.
Lama, seu primeiro álbum solo, foi lançado em
agosto de 2012 e mescla ritmos tradicionais brasileiros como
bolero, samba e bossa nova com referências e instrumentos
musicais menos usuais. O disco, lançado em shows nas regiões sul e nordeste, obteve
excelente repercussão na imprensa local e nacional. Dois singles do álbum – as canções
Inclemente e Transeunte – foram lançados em videoclipes.
Durante os anos de 2013 e 2014, Juliano se dedicou a colaborações com outros
artistas, lançadas online, como singles, e também às gravações de seu segundo disco solo, Sexta-Feira.
O álbum foi inteiramente ...

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