Julio Sant Anna

Julio Sant Anna

EstiloPop Rock
Cidade/EstadoVotorantim / SP
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Espelho Negro

Composição: Julio Sant' ... Ver tudo
Estamos caminhando por ruas feitas de luzes brilhantes, Todos os olhos bem abertos, mas ninguém enxerga direito. Trocam seus sorrisos por um reino de pedra, E ninguém pergunta por quê — apenas: “O que é só meu?” As vozes ficam mais frias, o céu empalidece, E todos constroem sua própria pequena prisão. Em algum lugar no meio disso tudo, um coração fica para trás, Quebrado pelo ritmo desse novo estado de espírito. Ele bate, mas silenciosamente — uma maldição disfarçada, Um eco do “antes”, afogando-se em mentiras. Este mundo está enlouquecendo — de inveja e ganância, Corremos em círculos, mas ninguém assume a liderança. Nossas mãos ficam frias, cada palavra parece vidro, Não há ninguém para culpar, mas estamos perdendo nosso passado. Tudo desmorona — pedaço por pedaço, Chamamos isso de progresso, mas tem gosto de derrota. As noites ficam mais longas, os corações se tornam insensíveis, Queimamos como um fósforo e, quando tudo acaba, desaparecemos. Eles clamam por status, por poder e fama, Mas ninguém se lembra do próprio nome. Perseguimos ilusões que nunca foram nossas, E nos perguntamos por que os sonhos começam a desmoronar como torres. E em algum lugar no meio disso tudo, um bom pensamento se apaga, Enferrujando na fria sombra da moralidade. Queríamos viver — mas viver significa sentir, E sentir significa sangrar em rodas que continuam roubando. Este mundo está enlouquecendo — de inveja e ganância, Corremos em círculos, mas ninguém assume a liderança. Nossas mãos esfriam, cada palavra parece vidro, Não há ninguém para culpar, mas estamos perdendo nosso passado. Tudo desmorona — pedaço por pedaço, Chamamos isso de progresso, mas tem gosto de derrota. Diga-me: onde isso termina? Quando terminarmos até não sobrar nada além de cinzas novamente? Diga-me: quem nos puxa de volta? Quando nos afogamos no ruído de uma verdade que nos falta? Um último grito dentro do espelho negro: “Queríamos liberdade — mas nos tornamos os assassinos.” E a cidade permanece em silêncio, Como um coração desafinado. Permanecemos na fumaça, Mas as cinzas parecem quentes. Talvez seja amanhã, Talvez seja tarde demais. Mas vimos as rachaduras No mundo que criamos.

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