Imagem de capa de Júlio Cézar Leonardi
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Cidade/EstadoFrancisco Beltrão / PR
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Bugio Velho

Composição: Aldo Couto Gonçalves e Júlio CÉzar Leonardi

Bugio velho bandeou-se da serra, campeando outras terras, meio abichornado; queixo-duro, que ninguém amarra, ensacou a guitarra e partiu, bem largado; na campanha, o bugio é famoso por ser preguiçoso, lambão e gaudério; mas cantando, cravou sua estampa, recortando a pampa, foi levado a sério. Bugio velho é um índio bem grosso, com cara de moço e carcaça sovada; ajoujado no braço do pinho, ele ronca baixinho e vibra a macacada. Bugio velho se apega em cambicho, parece até bicho, campeando retosso; não se importa se a china é casada, solteira ou largada, não solta do osso; atrevido, bombeia o chinedo, chuleando sem medo e tirando o sossêgo; já varou alguma sanga funda, evitando uma tunda de esfolar pelêgo. Bugio velho é um índio bem grosso, com cara de moço e carcaça sovada; ajoujado no braço do pinho, ele ronca baixinho e vibra a macacada. Bugio velho é matreiro e medonho, roliço e risonho, e não liga pra luxo; meio louco, briguento e tinhoso, é cuera teimoso e aguenta o repuxo; numa bóia, o bugio não se acanha e, num trago de canha, o bugio se destampa; onde chega, se adona do rancho, lambaio e carancho, se gruda e se acampa. Bugio velho é um índio bem grosso, com cara de moço e carcaça sovada; ajoujado no braço do pinho, ele ronca baixinho e vibra a macacada.

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