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É Coisa da Gringalhada

Composição: Júlio Cézar Leonardi

Andam fazendo pirraça com os costumes da gringada, e se tu tá achando graça, olha bem pra tua morada; duvido que tu não tenha folhinha dependurada, ou use o fogão de lenha pra secar roupa molhada, uma mesa bem comprida, que é pra quando chega alguém, cheia de toalha florida, que nem balcão de armazém; é coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também. “Não vá pensando que as folhinha são aquelas de borracharia. É tudo com santinho estampado.” Em cima da geladeira, tem tranqueira “até a goela”; despensa com prateleira, pra guardar tudo as panela; cortina em lugar de porta, e onde tem porta, tramela; e um balcão guarda as compota, remédio e ratoeira velha; camisola e pijaminha sem uso, ainda se mantém; se a saúde descontrola, roupa pro hospital já tem; é coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também. “Aliás, o gringo não tem cortina, só tem 'coltrina'.” Tem “laranjinha do céu” no pomar, que fica em roda; na garagem um Corcel, que, em setenta, era moda; cusco embaixo da parreira, onde o nono faz a poda; galinhada no terreiro bota ovo, enquanto engorda; um gato, gordo e vadio, que a nona chama “neném”, um papagaio arredio, xinga e reza e diz “amém”; é coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também. “E não vamos esquecer do ‘chorasco’ do gringo, todo domingo com a filharada na volta.” Domingo, vêm os parentes, e o rancho fica apertado; não para de chegar gente, vai ficando “entupetado”; junta neto, genro e nora, filho, primo e afilhado, “e o sossego foi-se embora”, pensa o nono, agoniado; batata vira salada, churrasco que vai e vem, vinho, cuca e goiabada, e a gringada se entretém; é coisa da gringalhada, na minha casa também tem; e tu nem vem com risada, na tua casa tem também. “Igualzinho lá em casa. Vai lá, pra ver.”

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Cantor, compositor e gaiteiro, Júlio Cézar Leonardi é paranaense de Francisco Beltrão. Filho de pai gaúcho e mãe nordestina, neto de italianos e brasileiros, busca preservar em suas canções a alegria, as tradições e as raízes de sua descendência, sobretudo no que se refere à cultura do Sul do Brasil.

Além da carreira musical, Júlio Cézar atua também em rádio e televisão. Apresenta uma das edições diárias do telejornal da TV Beltrão/Rede Brasil, além de um programa semanal de variedades na mesma emissora. É também produtor e apresentador do programa \"Fandangueando\", pelas emissoras de rádio Onda Sul FM e Horizonte FM, levando diariamente a música gaúcha a milhares de ouvintes no Sudoeste do Paraná.

Júlio Cézar recebeu de seu pai os primeiros ensinamentos no acordeon e, em seguida, estudou sob orientação profissional. Conheceu a arte de grandes mestres do acordeon, de vários gêneros, e escolheu o estilo gaúcho, influenciado pelo estilo musical de Albino Manique, Edson Dutra, Gildinho, entre outros. Iniciou sua carreira musical nos anos 90, animando matinés e bailes, ainda sem qualquer intenção de se profissionalizar na música.

Gravou seu primeiro CD de solos de acordeon em 2001, embora nunca o tenha lançado no mercado. O disco, que faz parte apenas do acervo do artista e de alguns amigos que foram presenteados na época, é considerado um registro simples e valioso da execução de canções de sucesso de vários artistas.

Em 2006, gravou o álbum \"Abraçado na Gaita\", com solos de acordeon de sua própria autoria. Produzido por Luiz Carlos Lanfredi (Os Monarcas), este foi o primeiro CD lançado comercialmente e retrata sua primeira experiência como compositor.

Em 2008, Júlio Cézar criou o Grupo Fandangueiro, para acompanhá-lo em shows e bailes, com estilo tradicionalista e campeiro, buscando preservar a autêntica música gaúcha fandangueira e se tornar uma opção definitiva neste segmento.

Em 2009, firmou a parceria com a Gravadora ACIT e lançou ?Sou Fandangueiro?. Produzido por Edison Campagna, o álbum traz o estilo, a identidade e o compasso que Júlio Cézar apresenta nos fandangos e retrata um dos momentos mais importantes da carreira. Nele, o músico emprega também a sua voz, pela primeira vez, em composições próprias e de grandes autores do Sul.

No ano de 2010, o programa Fandangueando veio para o disco, através da Gravadora ACIT, que lançou o CD ?Fandangueando com Júlio Cézar Leonardi?, uma coletânea com músicas de vários artistas, que são executadas no programa.

Em 2012, chega pela Gravadora ACIT o 4º CD de Júlio Cézar Leonardi: ?Minha Alma Cantadeira?, com novas composições do artista. O álbum, também produzido por Edison Campagna, mantém o tradicionalismo puro e a linha fandangueira, que são vertentes para o músico e desenham a sua identidade.

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