Thiagão e os Kamikazes do Gueto
Cidade/EstadoPaiçandu / PR
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Os Kamikazes do Gueto

Composição: Thiagão e os Kamikazes do Gueto.
Barato é louco, barato é louco, processo é lento Os guerreiro da favela, os kamikaze do gueto Barato é louco, barato é louco, processo é lento 2-0-0-6, depois de Cristo, é nós mesmo Aí, Jão, o barato é louco, o mundão é cabuloso Só mano apetitoso, dente por dente, olho por olho Só criminoso, revolta até o osso Revolução do som, mais eficaz que as faca no pescoço Usando o microfone pra chocar a sociedade Terrorista verbal, discípulos do Bin Laden, Jão Na rima, eu tô envolvido até a alma Mais um terrorista do Sul que perdeu a calma Cansado de esperar, parasitar não é minha cara Desigualdade choca, uns têm muito e eu aqui com nada Não vou esperar o sistema me ajudar Vou fazer a minha, faz a sua, truta, vamo pra guerra Pra guerrear, posso até perder, mas vou lutar Polícia cola, embaça, atira e manda parar Ameaçar, pode até querer matar Thiagão, kamikaze aqui do Sul, não vai parar Salve, salve, rapá, fiz parte do esquadrão DJ Mão [?] do Franco, conexão Essa união, Jão, fez de nós uma família Po sistema, essa união foi formação de quadrilha Aos trancos e barrancos, sobrevivemo na guerra Como MST, avançando e ganhando terra Espaço, aliado, uma pá lado a lado Guerreiro, soldado, só terrorista nato Programado pra batalha, pronto pro combate No front, na pista, truta, é sem massagem Um salve pros guerreiro, rajada nos covarde Morrer pela favela, pra sempre um kamikaze Sem se acovardar, fraquejar pro inimigo Sem baixar a cabeça, eu sigo a profissão perigo Sou pela favela, a favela é por mim Sofredor de corpo e alma, kamikaze até o fim Aí, ladrão, prestenção, pangua não, contenção Não tem vez pra moscão, de boi, vacilão Aqui só tem terrorista, é nós mesmo, né, Jão? Interior do Paraná, o barato é doidão Aí, ladrão, prestenção, pangua não, contenção Não tem vez pra moscão, de boi, vacilão Aqui só tem terrorista, é nós mesmo, né, Jão? Interior do Paraná, o barato é doidão Nego, barato é louco, sinistro, macabro Mete tipo labirinto, eu entro, desvendo e faço A conexão da minha voz com coração Firmeza, irmãozão, se curte o som, mó satisfação Os guerreiro que bateram palma, a gente segue em ação Sente o peso, doidão, Papa-Légua na produção (A revolução não é pra qualquer um, só quem é) (Kamikaze leal, guerreiro de fé) Oh, assim que é, eu sei, lutei, em Deus, encontrei Uma forma de não alimentar nada de mal contra ninguém Quem quiser que vem com nós, quem puder bate de frente Porque mais vale dois grupos do que um movimento que não vai pra frente Só inveja, crocodilagem, falsidade e vaidade Tempestade passou, peruca voou, só ficou quem é de verdade Arde o zói de Thundera, se orgulha os verdadeiro Diagnóstico perfeito, assino embaixo e receito Em alto e bom som, sem contraindicação Totalmente regenerado e mudado, mano Thiagão, doidão O rap aciona a voz supersônica De um guerreiro, pique sangue louco, que não decepciona E emociona quando, no palco, fala bonito Deus não escolhe os capacitado, Ele capacita os escolhidos E é por isso que aqui prossigo, sigo e consigo Te passar algo de bom, um sentimento positivo Eu vi o brilho nos olhos da vitória [?] Deu esperança de viver pelos anjinhos que acabou de nascer Se é pra ser, Deus quis assim, nós canta o rap Até quando Ele quiser, por aqui a gente segue Um basquete da ZO, quinta tem futebol Fazendo um rap, estudando, trampando, eu corro por dias melhor Na contramão do sistema, o orgulho da Dona Nena Rajada, eu tatuei no braço, na alma, e não foi de rena É muita treta, ó, mas Deus ilumina o caminho (Pode acreditar, irmão, só vai sobreviver escolhido) Eu brindo com a taça de vinho, vida longa pra nós, procê Assim que tem que ser, nego, o tempo é o rei É, tio, o tempo é o rei, demorou, mas o louco aí tá na ativa Driblando os comédia que têm aí nas ruas da vida Esses cururu logo desiste O rap é um jogo e só os forte sobrevive Só quem tem hora que é foda, o sangue sobe É tantos cara patife, desbaratina, nem se envolve Não vou gastar meu tempo, nem a minha saliva Sou programado pra rimar até o fim, periferia O que eu vejo é inexplicável, é cruel, me perturba Os moleque sangue no olho, o volume debaixo da blusa Na rua, a caixa de engraxate no braço O dia inteiro engraxando sapato e pelos playboy sendo tirado Tipo uma bomba: Uma hora se cansa, explode Tic-tac, um pavio curto, uma hora o ódio invade Cada dia que passa, aumenta sua raiva pra ele explodir O sistema canalha sempre deu falha, segura os moleque aê Mais pobre, sem curso, sem escola, sem diploma Só raiva, revolta quando olha pra goma Quando cresce, se envolve com o crime, o sistema aplaude Mas é foda guentar os estudo dos playboy de Audi Assim que nasce os monstro, bandido, psicopata Assim que nasce a vontade de segurar uma quadrada Enquanto um cata lata, um se diverte na piscina Enquanto um come lagosta, um pede esmola na esquina Enquanto um passa frio, o outro tá na sauna quente Enquanto um cresce com um futuro, muitos cresce trocando os pente Que mundo podre, que contraste, desigualdade Pra driblar toda maldade, tio, só sendo um kamikaze

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