Igor Kanario

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Kanario Voz

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pessoais Periferia
Igor passou a ser reconhecido desde que lançou músicas como Banho de Sol, Tome Dalila, Conspirador e Cyclone, esta última associada por muitas pessoas a Kelly Cyclone - jovem apelidada de Dama do Tráfico e assassinada há duas semanas - que era muito fã do grupo.

Com esses e outros sucessos, A Bronkka passou a ser reconhecida pelo diálogo com a periferia. “Cyclone não é marca de ladrão/ É a moda do gueto/ Mas com toda discriminação/ Eu imponho respeito”, diz a composição, feita por Igor, que morou a maior parte da vida no bairro da Liberdade.

“Vivi a vida toda naquela área. E já fui muito discriminado e humilhado por isso, pela desigualdade social, racial... Só por morar na periferia, todo mundo já te olha torto. Por isso, hoje canto o que vivo, buscando inspiração na realidade do povo”, diz o cantor que, embora viva atualmente em uma área nobre da Pituba, junto com a mãe, é apelidado de Príncipe do Gueto e considerado porta-voz
da periferia.

Início
Já instalado no escritório da banda, na produtora Showmix, também localizado na Avenida ACM, Igor relaxa, tira os óculos escuros com detalhes dourados e conta como começou a cantar, ainda na adolescência.

A primeira vez foi quando tocava na banda Produsamba e foi chamado para substituir o vocalista quando ele faltou. “Meu Deus, quanto tempo tem isso!”, diverte-se, e continua. “Depois disso, não larguei mais o microfone. Sempre soube que queria ser cantor. Desde pequeno, com uns 7 anos, eu falava isso para minha mãe, que sempre reclamava e mandava eu ir estudar. Ela queria que eu fosse doutor”, lembra Igor, que tem uma filha de 7 anos.

Ele, no entanto, não chegou a concluir o ensino médio. “Não tinha mais como ir para a escola, né? Parei no segundo ano do segundo grau. Faltava só um ano. Era muito show, muito ensaio... Mas ainda penso em voltar e terminar”, planeja.

Depois da Produsamba, Igor passou pelos grupos Coisa do Samba, Patrulha do Samba e Swing do P, até criar, junto com os amigos com quem toca há nove anos, a banda A Bronkka, em 2009.

Protesto
“Essa aí saiu do meu cérebro, nasceu do meu pensamento. Queríamos uma banda para falar com a periferia. E daí veio também o nome: A Bronkka, como um grito de protesto. Mas o romantismo não pode faltar”, explica Igor, que está solteiro e também compôs a música Chá de Calcinha.
Com uma ou outra música de duplo sentido, e elementos do street dance no palco, logo a banda passou a fazer sucesso. Nesse mesmo ritmo, Igor começou também a usar relógios e correntes douradas, gel no cabelo, bermudas, camisetas e bonés novinhos.

“Aprendi a me arrumar agora. Antes não era assim e só usava roupa velha, doada pelos outros. Hoje tenho estilo, sei do que gosto. E quero mesmo aproveitar tudo que nunca tive oportunidade. Mas odeio, odeio, odeio malhar”, confessa o rapaz, exibindo um biotipo magro, bem diferente dos últimos cantores baianos que estouraram nacionalmente, como Léo Santana, do Parangolé, e André Ramon, do LevaNoiz.

Carnaval
Assim como os colegas de música, porém, Igor também quer estourar no próximo Carnaval, embora ainda não tenha fechado contrato com nenhum bloco.

Mas o DVD gravado na semana passada contará, além de 13 sucessos da banda e de outros grupos de pagode, com outras sete músicas inéditas, incluindo Poderosa, uma homenagem às mulheres e que deve ser a música de trabalho da banda no Verão.

“Foi maravilhoso gravar esse DVD. Tudo deu muito certo e queremos repetir isso no Carnaval. Queremos ganhar tudo quanto é prêmio, de banda revelação, cantor revelação, música do Carnaval e tudo mais. Mas queremos também que esse sucesso seja duradouro e não dure só um ano”, alfineta o rapaz.

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