Herói Caído Ao-Chão
Composição: Kiko di Faria.Herói Caído ao Chão
Kiko di Faria
Não era o velho oeste,
Onde o Billy fôra rei,
Era aqui em Goiás,
No nordeste eu bem sei.
Entre a velha Capetinga e a bela Veadeiros,
Sebastião Teles era o homem,
Filho do velho tropeiro.
Destemido e honrado,
Se tornou o delegado,
Pra lidar com os bandoleiros.
[Solo]
Sendo a, mão da justiça,
O forte braço da lei,
Não era, o Billy the Kid,
Mas no Sertão, foi um rei.
Cruzava Vãos e Chapadas,
Montado em seu alazão,
Estava sempre na estrada,
Comendo léguas de chão.
Levando ordem e justiça,
Pras quebradas do Sertão.
[Solo]
Andava sempre acompanhado,
De dois amigos fiéis:
Zé Soldado e Zé Brabo.
Sempre a serviço da lei!
São três homens e um destino: Combater a bandidagem.
Levando ordem e justiça,
Quer no campo ou na cidade.
Viveram muitas aventuras,
Por aquelas sertanías,
Combatendo criminosos,
Quer de noite ou de dia.
Não importava a distância,
Nem mesmo a situação,
Enfrentavam sem ter medo,
Arruaceiros e valentões,
Que espalhavam o terror...
Nas quebradas dos sertões.
[Solo]
Mas até mesmo, os bravos,
Encontram o fim derradeiro.
Depois de ladrões de gado,
Valentões e bandoleiros.
Tião Teles, o delegado, mais valente do sertão,
Encontrou a "velha da foice",
Na pequena São João.
Foi o seu próprio vizinho,
A quem estendera a mão um dia,
Que tirou a sua vida e também de um filho seu,
Em um crime hediondo, que ao sertão entristeceu.
Até hoje ninguém sabe,
Como foi que aconteceu.
Ele que como um herói,
A vida inteira viveu.
Como um homem qualquer...
Baleado, ao chão morreu.
[Solo]
Essa balada, canta a saga,
De Seu Tião Delegado...
Sebastião Teles de Faria,
Como fôra batizado.
Para que não sejam esquecidos,
Sua honra e seu legado.
Pois também os fortes morrem,
Só o amor é imortal.
Por amor canto essa balada...
Desse nosso herói local.
[Solo Final]

