Não Julgueis
Composição: Kiko di Faria.Não julgueis
Kiko di Faria
Uma pobre pecadora, Exposta em meio a multidão, Vendo todos os seus medos, Ganharem realização. Execrada e desprezada, Por causa dos seus pecados, Frente a impiedosa turba, Que já tinha, sentenciado.
Iriam apedrejá-la. Sem a menor compaixão. Para cumprir rituais, impóstos, pela tradição. Mas havia alí um homem. Um jovem mestre diferente. Conhecedor da alma humana. Como nenhum outro, antes.
Que, a olhando, com piedade. Viu sua humanidade.. Viu para além do pecado. Aquele espírito amado, Maltratado e perdido, Sem nenhuma dignidade.
E com um gesto, tão singelo ele falou! E sua voz poderosa, fez recuar a multidão... Quem aqui nunca pecou, quem aqui não é pecador... Que atire a primeira pedra, Que seja então o primeiro, a cumprir a tradição.
Mas neste mundo não há, ninguém que não tenha pecado, Com efeito todos pecaram, e destituídos estão. Da graça, da luz, da benção, e do entendimento.
Pobre alma pecadora, não julgueis, Pra não errar. Pois, do modo que julgardes... Serei também voz, julgados. Façais como Jesus, que amou e perdoou, deixando nos seu legado. A boa nova, toda fala de bondade e de perdão. De amor, de reencontro, de justiça, e de reconciliação... E não de sermos juízes, condenando o irmão, simplesmente para cumprir a nossa vil tradição.
(Sussurrado entre solos de violão) "Eu quero a Misericórdia, e não o Sacrifício!"
Pobre alma pecadora, não julgueis, Pra não errar. Pois, do modo que julgardes... Serei também voz, julgados. Façais como Jesus, que amou e perdoou, deixando nos seu legado. A boa nova, toda fala de bondade e de perdão. De amor, de reencontro, de justiça, e de reconciliação... E não de sermos juízes, condenando o irmão, simplesmente para cumprir a nossa vil tradição.

