O Ser Que Sou
Composição: Kiko di Faria.O ser Que Sou
Kiko di Faria
(Verso 1)
Eu cresci no silêncio do teu medo, mãe,
no gesto que me pedia calma,
no brilho que exigia mais do que eu podia.
Muitas vezes machucando minha alma,
E eu tentava caber no teu abraço,
mesmo quando o abraço me prendia,
mesmo quando te agradar, doía e me consumia.
(Pré‑Refrão)
E eu te chamava por dentro,
mesmo quando não podia falar.
Queria que teu olhar dissesse:
“vai… o resto você aprende ao longo do seu caminhar”.
(Refrão)
Mas você me queria pequena,
feita da sua vontade, não da minha.
E eu sangrava tentando ser inteira,
esperando tua bênção pra ser em minha própria vida.
Mãe, eu só queria ouvir teu sim,
Tua benção e aprovação,
pra nascer do meu próprio jeito,
seguindo o meu coração.
Mas você me guardou no ventre, nos seus medos antigos,
e eu precisei romper do meu peito,
pra encontrar minha redenção,
E ser eu mesma do meu jeito.
(Verso 2)
Carrego o peso de um nome e de ser quem não escolhi,
um eco teu que me chama de volta,
tentando me reprimir.
É uma luta contínua,
Aprender a ser mulher em mim,
sem repetir tuas dores,
sem apagar meu destino e tudo à minha volta,
para a mim, dizer sim.
(Pré‑Refrão 2)
E quando tento me afastar um pouco,
teu medo me puxa de volta ao chão.
Onde eu procuro um sim e sua aprovação,
Sempre encontro os seus medos e sua voz dizendo não.
Mas dentro aqui dentro em minha alma,
nessa minha pele nova, eclode o ser que sou,
mora um grito inovador, que me liberta e me nomeia,
já sem pedir permissão.
(Refrão)
Mas você me queria pequena,
feita da sua vontade, não da minha.
E eu sangrava tentando ser inteira,
esperando tua bênção pra ser em minha própria vida.
Mãe, eu só queria ouvir teu sim,
Tua benção e aprovação,
pra nascer do meu próprio jeito,
seguindo o meu coração.
Mas você me guardou no ventre, nos seus medos antigos,
e eu precisei romper do meu peito,
pra encontrar minha redenção,
E ser eu mesma do meu jeito.
Eu te amo, mas não volto.
Eu te vejo, mas não gelo.
Sou teu espelho, mas não me dobro.
Sou tua filha, mas sou meu céu.
E se minha voz te assusta, mãe,
é porque enfim ela é por inteiro —
e a parte que você não entende
é a parte do meu eu mais verdadeiro e que eu mais venero.
(Refrão)
Mas você me queria pequena,
feita da sua vontade, não da minha.
E eu sangrava tentando ser inteira,
esperando tua bênção pra ser em minha própria vida.
Mãe, eu só queria ouvir teu sim,
Tua benção e aprovação,
pra nascer do meu próprio jeito,
seguindo o meu coração.
Mas você me guardou no ventre, nos seus medos antigos,
e eu precisei romper do meu peito,
pra encontrar minha redenção,
E ser eu mesma do meu jeito.
O amor que me feriu…
foi o amor que me fez nascer.
E agora eu me renomeio:
Eu sou aquela que sou...
sou o que escolho ser.

