Pornôcracia
Composição: Kiko di Faria.Pornocracia
Kiko di Faria
Virou um imbróglio, a tal dívida histórica,
É proibido falar disso aqui nessa nação.
O holocausto de um povo, uma gente linda e heroica
Por aqui ainda é negado e causa muita confusão.
(Solo)
A democracia racial, é só uma ideologia,
É coisa da casa grande, Nada mais que utopia.
A carne preta ainda é...
A mais servida aqui nesse chão.
O holocausto da minha gente é o alicerce dessa nação.
Aqui os negros de todos os matizes,
Ainda sangram.... todos os dias.
Sofrendo pena de vida, na maior das covardias.
(Solo)
Nós, somos o povo negro,
E ainda pagamos com a vida...
Basta só olhar os números,
Pois isso não é segredo...
Nós sustentamos com o sangue...
essa vil Pornocracia.
Nós sustentamos com o sangue...
essa vil Pornocracia.
Sendo Crioulo, ou Mulato,
Mestiço, Cabra, ou Curiboca,
Ou mesmo Negro da Terra.
Nunca conseguimos ser livres,
A injustiça aqui impera,
E os bandidos travestidos,
São quem manda e que governa.
(Solo)
Não importa qual seja a alcunha,
Ainda somos um povo maltratado,
São tantos nomes para um mesmo povo, Sempre excluído e marginalizado.
Mas se alguém de repente eleva a voz,
E põe na pauta, a forçada servidão.
Chove mentes vis, cheias de privilégios,
Ou ignorantes de prontidão.
Para relativizar a dor, e o sacrifícios dos nossos ancestrais,
E as desgraças que perduram aumentando nossos ais.
(Solo)
Nós somos a mestiçagem,
Nós somos a descendência,
Ainda escravizados,
Nessa república da indecência.
(solo)
Nesse estado desorganizado,
Que nasceu e já foi sequestrado,
Desde o primeiro governo geral,
Pelos ladrões e canalhas,
Aventureiros e mentirosos,
Senhores da tradição,
Que sequestraram o Estado e determinam o fado,
De toda a nossa nação .
(Solo)
São eles os lesa pátria, das mais várias origens e aparências, sempre a matar e a roubar,
Ganhando e preservando os seus privilégios vis, pela força e as violências.
(Solo)
Enquanto o povo vive na miséria,
Sem emprego, e sem saúde, segurança ou educação.
Pois aqui, nessa Pornocracia,
Paraíso das putas e dos cafetões.
A verdade está explícita e grita,
Somos os filhos espúrios, frutos da forçada servidão.
Somos os filhos do holocausto negro...
Os filhos da escravidão.

