Carta Aberta (Feat. Pedro Djey)
Composição: Kreezy Millz... Ver tudoÀs vezes, a gente tem que tirar
o que a gente tem de dentro pra fora.
E essa é a minha carta.
Carta aberta, my nigga.
Proibido ouvir isso.
Vocês precisam ouvir, né?
Let’s get it, papi!
(Risos)…
Please
Alguns anos já passaram, até hoje não há respostas !
Disseste : guarda o tempo, que o tempo diz tudo.
Irônico, olhou pra mim…
E agiu surdo como mudo.
Eu estou farto de estar à espera das perguntas sem respostas.
Será que com a nossa life God no fundo te importa?
E se mesmo importa porque existência da dor ?
A qualquer hora, em qualquer volta, numa esquina, alguém chora
A saudade é uma shit quando alguém se vai embora.
Diz alguma coisa, porquê tiraste a minha cota ?
Eu que supliquei de joelhos, com sangue os olhos
Mil velas acendi, esperando tua salvação !
As noites passei, assim só foi mesmo em vão ?
Será que não valeu, o tu falha comigo ?
Se dizem que és amor, porquê levas o meu abrigo ?
Meus filhos vão nascer sem conhecer a vovó
Só restaram as memórias, o resto foi tipo a minha voz
Mas enquanto eu respiro, procuro sempre um sinal
Pra que a ausência dela, um dia me faça menos mal
E por sinal, porque os melhor parte cedo?
Com tanta gente má, maldita, a fomentar o medo!
Onde a paz se esconde, a guerra tudo que vejo
Crianças, a morrem por uma bala no beijo
E sem clemência tiram nossa sonho e desejo
Tudo por nada agora é pão, pão, queijo, queijo.
Diz-me se me ouves quando eu choro
Diz-me se me vês quando eu imploro
Será que tu sentes quando eu sofro?
Please...
Diz-me alguma coisa para que eu possa acreditar
Porque se o teu silêncio faz a minha fé desmoronar
A dor me consome, mas eu tento respirar
Mas eu já não sei até quando eu vou aguentar
Pai, eu já não sei até quando eu vou aguentar...
E há coisas que acontecem nessa life e eu só lamento
Milhões de dólares investidos em armamentos
Enquanto a fome fica séria, o salário uma miséria
E quem governa está de férias
Uns com a minha idade a comerem na lixeira
Sofrimento é a nova droga que o meu people cheira.
Por mais que tentam tapar o sol com a peneira
Mano, a 32 graus caminha mais uma zungueira
(Ah)
Com tristeza e dor, assim derrama suor
O dengue devia estar na escola, é engraxador
Vive sem opção, transborda o coração
E a cada segundos mais roubo, prostituição, ganância e corrupção
Dizem "a fé é a salvação", tanta gente sem coração
O mundo perde a direção
E a imagem crua, nítida, mas sem resolução !
Entre vilas e ruelas, vejo rostos sem expressão
Um em um milhão preso na depressão
Com sorrisos apagados, como a luz na escuridão
Em quanto o Diabo dança na Sombra da solidão
Promessas aqui são dadas como pintas de carvão.
(Carvão 2x)
Papa, papa, na, na..
Yeah, yeah...
Na, na, papa, papa
Enquanto o diabo dança na sombra da solidão
yeah, yeah, yeah….
Promessas que são dadas como pintas de carvão...
yeah, yeah, yeah….
(Carvão)
Diz-me se me ouves quando eu choro
Diz-me se me vês quando eu imploro
Será que tu sentes quando eu sofro?
Please...
Diz-me alguma coisa para que eu possa acreditar
Porque se o teu silêncio faz a minha fé desmoronar
A dor me consome, mas eu tento respirar
Mas eu já não sei até quando eu vou aguentar
Pai, eu já não sei até quando eu vou aguentar...
No...

