Artigo 171 - Mano Boca (Sob O Sol Da Favela) Música Oficial
Composição: Mano Boca.(Refrão) 2x
171, o sistema é forjado
Promete futuro, te deixa trancado
Na quebrada a verdade é dura,
E o Golpe maior vem da prefeitura
(Verso 1)
Artigo 171, fazendo varias vítimas
Lábia de verme, igual gente da política
Engana o morro, engana você
Com os falsos anúncios passando na sua TV
(Verso 2)
Ficar com o grana e enganar com essa ideia
De prometer para pessoa e não cumprir a sua promessa
Não é que eu faço não é o que eu quero
Sua nota de conduta, truta, é abaixo de zero.
(Verso 3)
eles te vendem o sonho no óutdoor da marginal
mas o preço que se paga e com o seu funeral
abre o olho parceiro não cai nessa trama
o sistema te abraça mas te joga na lama
(Verso 4)
o verdadeiro 171 não usa capuz usa caneta
assina a lei e manda a viatura preta
rouba milhões vira doutor sai na revista
enquanto o preto vira alvo se entrar na sua mira
(Verso 5)
ele vivia sua vida roubando mas não armado
e hoje esta preso na cadeia pelo crime de estelionato
Pagando pelo que fez pensando arrependido
Sentado numa cadeira algemado e detido
(Verso 6)
A periferia clama, mas a voz não é ouvida
Mais um corpo na lista, mais uma vida perdida
O silêncio é cúmplice, a dor é o que resta
Enquanto o sistema julga, a alma se manifesta
(Verso 7)
A rua é o campo minado, e a morte é o espetáculo
Ninguém segura a onda, quando o bicho pega o cálculo
A cada esquina um enquadro a cada passo um perigo
Mas a luta não para, Deus é o abrigo
(Verso 8)
Mais um grito na favela, mais um sonho que se desfaz
A vida é um ciclo, e a morte é o que traz
A meta é o progresso, a gente vai evoluir,
De cabeça erguida, ninguém vai nos destruir
(Refrão) 2x
171, o sistema é forjado
Promete futuro, te deixa trancado
Na quebrada a verdade é dura,
E o Golpe maior vem da prefeitura
(Verso 9)
Acordei na maldade, o plano tá na mente,
O sistema é o covarde que engana a nossa gente.
Atrás dessa grade o tempo passa lento,
Na vida do crime o final é o sofrimento.
(Verso 10)
Eu navegando na internet um anúncio apareceu Incentivando ao depósito pra poder roubar eu
Um site falsificado plataforma de cassino
Ne uma tela o refém na outra tela o assassino
(Verso 11)
2h00 depois uma Ligação chegou pra mim
Com uma voz estranha de um homem falando assim:
(Clique neste link você será direcionado
Para uma plataforma nova e virará milionário)
(Verso 12)
Polícia na rua enquadro padrão
Procedimento é rotina respeito exceção
Quem tá no topo não sente a pressão
Quem está embaixo carrega o peso da acusação
(Verso 13)
Um malandro na bike andando na rua
Com uma cara de ódio e uma faca na cintura
Um bombep vermelho no braço uma tatuagem
Esse daí já é certeza que está na malandragem
(Verso 14)
O coroa na calçada fumando cigarro
Pensando na vida relembrando o passado
De como sua vida era quando fazia os assalto
E terminava na cadeia sofrendo e algemado
(Verso 15)
O sistema exclui e revolta o pivete,
Que cai no 171 através da internet,
Buscando o dinheiro fácil do crime 157,
Ne um ciclo de ferro que sempre se repete.
(Verso 16)
O sol de meio-dia fritando o asfalto quente,
Enquanto no celular o Tigrinho enganando muita gente
A promessa de herança vira dívida no banco,
Sob o sol da favela, o sofrimento é tanto
(Verso 17)
A visão da senhora é um espelho do sistema
Ver o corte na régua e já digita seu dilema
Lá vai o pivete no caminho proibido
Com o jeito de malandro e amarra de bandido
(Verso 18)
A ganância te cega e te faz vacilar,
No corre do 171 pra quem quer lucrar.
É o bote certeiro no 155,
Traído pela pressa do seu próprio instinto
(Verso 19)
O crime é ilusão, eu vi de perto o cenário,
Onde o lucro é pouco e o preço é o calvário.
Aperta o play na visão, não se deixa enganar,
Escuta o refrão que o golpe tá no ar.
(Refrão) 2x
171, o sistema é forjado
Promete futuro, te deixa trancado
Na quebrada a verdade é dura,
E o Golpe maior vem da prefeitura
(Verso 20)
Cadê o posto de saúde? O remédio sumiu,
O prefeito tá na praia e o povo no frio.
A verba que era nossa foi parar no bolso dele,
Enquanto a gente sofre, a vida é doce pra ele
(Verso 21)
Ele promete inovação na sua cidade
Mas entrega o descaso e a desigualdade
O 171 de terno usa a nossa confiança
Pra poder roubar o futuro de cada criança
(Verso 22)
Mais um homicídio na cidade foi registrado
Por volta das 11:30 com uma vitima baleado
Nas redes sociais a notícia se espalha
E a pergunta é a mesma: quem será a próxima falha
(Verso 23):
na faixa da minha casa escuto rap nacional
Do lado um copo de vinho, enquanto o som encanta geral
meus versos guia você pela escuridão
Te faz mostrar que 171 é apenas mais uma prisão
(Verso 24)
Tem o homem que roubar, o homem que assalta
O que aponta a escopeta e o que te enquadra na calçada
Um truta na rua com o carro de leilão
Com vidro fume socado no chão
(Verso 25)
Com o teto solar e roda cromada
Com os aro 20 e um som pancada
Sem problemas com a vida sem problema nenhum
Ostentando a vida Com dinheiro do 171
(Refrão) 4x
171, o sistema é forjado
Promete futuro, te deixa trancado
Na quebrada a verdade é dura,
E o Golpe maior vem da prefeitura

