Para o Meu Consumo
Composição: Belisario Re... Ver tudoA alquimia poética a que me sujeito,
dissolve os entraves a que sou exposto.
Dela extraio a essência na tolice e a simplicidade na tolerância.
Na magia compreendo, a visão múltipla da cegueira em que se vê o mundo.
A pedra, o fogo e o verbo misturo,
nasce a poção que contém o vírus.
Contamina a linguagem do ofício,
incomunicabilidade humana.
A poesia inumana que mumifica a mesmice
é a inteligência da própria burrice.
Sandice alcoólica da suprema desigualdade,
conspiração da mediocridade.
Metáfora de um espaço fechado,
contrário do lugar comum.
Malabarismo diabólico da razão,
malícia humana do subterfúgio.
Anomalia psicológica,
independência química.
A magia que pensei haver nos meus versos,
serviu apenas para o meu consumo.

