Muniz do Arrasta-pé o Namoradinho do Nordeste
EstiloForró
Cidade/EstadoRecife / PE
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Rotina Do Sertão

Composição: Muniz do Arrasta-pé o Namoradinho do Nordeste

No meu sertão quando era bem cedinho, Papai dizia Vamos gente trabalhar, Pegue a enxada, a chibanca, a picareta, Arre o burro na calçada quer para gente se mandar; Mamãe botava Naquela Mesa comprida, Um prato cheio de carne seca e manguzá Aí a gente comia muito ligeiro, Pois a hora nos chamavam nem podia descansar. É É, É o homem do meu chão, É é, É é, É um agente de valor, É é, É assim o agricultor, Por que na terra molhada Ele É Quem planta o feijão. Saía cedo para o roçado broca mato, Na terra boa gente tinha que plantar, Cortava lenha se furava nos espinhos, Deixava o chão bem limpinho para a planta germinar. Papai dizia meus filhos tenham paciência, Essa rotina um dia tem que mudar, Aí a gente trabalhava animado, E o lucro do roçado dava para fome Matar. No meu sertão as coisas só ficam ruim, Quando a seca domina Nosso Chão, Aí a gente é obrigado a vender, Para arranjar o que comer nosso cavalo alazão, Quando é assim sertanejo não aguenta, Vende a inchada, a picareta, e o facão Pega a mulher e os meninos Com os brinquedos, Joga tudo sem destino em cima de um caminhão. Daí a pouco estando em terra estranha, Pru o Céu Azul eles atreve olhar, Muito tristonho pensando consigo mesmo, Nunca mais a de voltar para o meu Belo Torrão, Mas se tem fé Deus do céu ilumina, E essa Sina só vai ter prosperar são, Chove ligeiro troveja e relampeja, E o velho sertanejo torna voltar para o Sertão.

5.190

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