Quando A Luz Apaga
Composição: Murilo Fener...Título: “Quando a Luz Apaga”
Guardo ruídos em quadros sem cor.
Imagens vazias que ninguém notou.
Promessas jogadas em noites sem sono.
Versos antigos que o tempo apagou.
Olhos de fora definem meu preço.
Em métricas frágeis de pura ilusão.
Sorrisos travados disfarçam desprezo.
E cortam verdades na contramão.
Quando a luz apaga, quem fica de pé?
Entre tantos rostos, quem ainda é?
Talvez seja o espaço entre o som e sentido.
Um traço insistente que não foi esquecido.
Quando o palco cede e o brilho termina.
E a face cansada não quer sustentar.
Só o silêncio carrega a rotina.
Só a utopia insiste em ficar.
Não era derrota, era não reagir.
Em telas expostas, deixei de me ver.
Fui quase tudo sem nunca existir.
Um som abafado tentando crescer.
Quando a luz apaga, quem fica de pé?
Entre tantos rostos, quem ainda é?
Talvez seja o espaço entre o som e sentido.
Um traço insistente que não foi esquecido.
Quando a luz apaga, eu vejo melhor.
Na falha da imagem, se expõe o pior.
Se o fim me chama, eu deixo falar.
Viro reticência… ...pra continuar.
O fim não me leva, só faz revelar.
Quem nunca esteve… ...não vai ficar.

