Além Das Correntes
Composição: Nubinelma Fernandes.Além das Correntes
Composição: Nubinelma Fernandes
Quatro vozes na mente a chamar,
Como se fossem parte do que sou,
Medo que prende ao amanhã,
Culpa que me afunda no que ficou.
São correntes sutis, difíceis de ver,
Projetadas para me conter.
Mas algo em mim grita a verdade,
Há vozes clamando por liberdade.
Eu sou mais que as correntes,
Sou a luz que rompe o véu.
Medo, culpa, apego, indignação,
Não são meu céu nem chão.
Eu vejo agora, sei o que me guia,
Além das emoções, a alma brilha.
Apego trava, segura o que deve ir,
Ilusão de eternidade que precisa seguir
Indignação consome, parece lutar,
Roubando a essência, me traz pesar.
Não, essas linhas não são minhas,
São ecos de algo em ruínas.
Os textos antigos me revelaram,
Que eu sou faísca, e a prisão, um engano.
Eu sou mais que as correntes,
Sou a luz que rompe o véu.
Medo, culpa, apego, indignação,
Não são meu céu nem chão.
Eu vejo agora, sei o que me guia,
Além das emoções, a alma brilha.
Seres que não conheço projetaram o que eu não sou,
Por séculos de silêncio, verdades se apagou.
Mas nomear é libertar, é enxergar,
Eu retiro essa força, começo a respirar.
Medo? Não é meu.
Culpa? Não nasceu.
Apego? Se desfaz.
Indignação? Paz.
Eu sou mais que as correntes,
Sou a luz que rompe o véu.
Medo, culpa, apego, indignação,
Não são meu céu nem chão.
Eu vejo agora, sei o que me guia,
Além das emoções, a alma brilha.
Sento no silêncio, observo a prisão,
Descubro a faísca, retorno à criação.
Eu sou o observador, não o observado,
Nos véus que caem, sou libertado.

