Labirinto Das Chamas
Composição: Nubinelma Fernandes.Labirinto das Chamas
Composição: Nubinelma Fernandes
No chão do silêncio, pilares tremem,
No peito, o vulcão resiste e ferve.
Lá dentro, no covil da sombra, eu sei,
Há ecos de guerras que nunca enfrentei.
Os gritos vazios rasgam o ar,
Costurando abismos onde não há lar.
Mas as faíscas que queimam e ardem assim,
Guardam a força de superação sobre mim.
Chamas dançam no labirinto,
Mas é no calor que eu me sinto.
Do reflexo desse fogo, vem a lição:
Não sou a ira, sou a transformação.
Olhe as cinzas, ouça o vento,
Na tormenta, mora o ensinamento.
Entre o ódio e a razão, há um farol,
Eu serei a luz depois do sol.
As tempestades vêm sem avisar,
E dentro de nós, trovoadas a gritar.
Raízes se quebram, folhas caem,
E o solo sabe quando mãos falham.
Já fui pedra lançada sem direção,
Já feri com palavras em combustão.
Mas o espelho na calma refletiu:
A fúria que me prendia, também me construiu.
Chamas dançam no labirinto,
Mas é no calor que eu me sinto.
Do reflexo desse fogo, vem a lição:
Não sou a ira, sou a transformação.
Olhe as cinzas, ouça o vento,
Na tormenta, mora o ensinamento.
Entre o ódio e a razão, há um farol,
Eu serei a luz depois do sol.
Se o peito gritar em desespero,
Escuto em silêncio e sem medo.
Na chama que consome, há renascer,
Quem queima por dentro, aprende a viver.
A revolta é força que não encontrou fim,
Mas posso guiá-la para outro jardim.
Onde o fogo aquece ao invés de ferir,
E o que era revolta, aprende a florir.
Chamas dançam no labirinto,
Mas é no calor que eu me sinto.
Do reflexo desse fogo, vem a lição:
Não sou a ira, sou a transformação.
Olhe as cinzas, ouça o vento,
Na tormenta, mora o ensinamento.
Entre o ódio e a razão, há um farol,
Eu serei a luz depois do sol.

