O Eco Do Silêncio
Composição: Nubinelma Fernandes.O Eco do Silêncio
Composição: Nubinelma Fernandes
As luzes se apagam, mas o peito ainda queima
Você olha pro celular, a mesma espera teima.
Mensagens desesperadas alimentam quem te feriu
Você se esvaziou e o outro apenas assistiu.
Te ensinaram a implorar, a crer que amar é insistir
Mas a maior prova de amor é saber quando sair.
O desespero não traz de volta quem nunca esteve inteiro
O grito do seu silêncio é o seu golpe mais certeiro.
Não é vingança, é o fim da sua submissão
É retomar as rédeas da sua própria mão.
Some no auge da dor, desapareça com dignidade
Deixe que o vácuo responda o que não cabe na verdade.
Quem não valorizou a presença, que aprenda com a falta
No palco da sua vida, hoje é a sua alma que salta.
Sem dramas, nem brigas, nem o peso da explicação
Só o silêncio absoluto de quem tomou a decisão.
Não mostre a ferida pra quem se diverte com o corte
Cresça no escuro, em silêncio, mude a sua sorte.
Enquanto esperam seu choro e a sua recaída
Você reconstrói cada tijolo da própria vida.
A ausência é o espelho do que eles perderam
O mistério é a armadura que nunca leram.
Eles vão procurar quem sempre implorava
Mas vão encontrar o vazio de quem se bastava.
Indiferença não é ódio, é o limite do cansaço
É entender que você não cabe mais naquele abraço.
Some no auge da dor, desapareça com dignidade
Deixe que o vácuo responda o que não cabe na verdade.
Quem não valorizou a presença, que aprenda com a falta
No palco da sua vida, hoje é a sua alma que salta.

