Opostos – Uma Dança Entre O Amor E O Ódio
Composição: Nubinelma Fernandes.Opostos
Composição: Nubinelma Fernandes
No campo aberto da alma,
O amor planta flores no chão,
Sussurra versos doces ao vento,
Restaura o que foi quebrado
Com toques de compaixão.
Mas o ódio vem como tempestade,
Destruindo o que o amor semeou,
Carregando facas na voz,
Cortando sem se importar,
Deixa tudo oco por onde passar.
É um duelo sem trégua,
Chama que nunca se apaga.
Um tenta curar as feridas,
O outro provoca chagas.
Amor abriga, ódio consome,
É luz e sombra no mesmo palco
Um desenha o céu na parede dos dias,
O outro apaga o sol e rouba a poesia.
Quem vencerá no final?
Quem ecoará mais alto no vendaval?
O amor constrói pontes na chuva,
Mesmo quando as águas querem levar.
Ele abraça o coração perdido,
Com promessas de um novo lugar.
Mas o ódio instala muros nos olhares,
Divide irmãos, apaga a história.
Ele alimenta o fogo do rancor,
E transforma em cinzas
O que poderia ser vitória.
E quando os dois se encaram no espelho da vida,
Refletem o humano em sua dualidade.
São dois lados da mesma moeda,
Dividida pela escolha da vontade.
Amor resgata, ódio destrói,
São forças que dançam, que vêm e que vão.
Um traz esperança em meio ao caos,
O outro ri da dor nos corações.
Quem guiará o compasso final?
Quem levantará a taça do bem ou do mal?
Que o amor seja a espada e o escudo,
Que o ódio adormeça sob as estrelas...
Pois no fim, o duelo se desfaz,
Quando o coração exalta aquilo que vela: o amor!

