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Nubinelma Fernandes

Nubinelma Fernandes

EstiloNew Age
Cidade/EstadoNatal / RN
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Rei Do Chão Batido

Composição: Nubinelma Fernandes.
Rei do Chão Batido Composição: Nubinelma Fernandes Do sertão que arde, do vento que corta, Surgiu um menino com olhos de torrão, Na sombra do pé de umbuzeiro, Sanfona branca e a poesia no coração Chapéu de couro, o olhar de quem sabe, Ele dançou o tempo, fez o mundo parar, Na estrada de Exu, onde o Mestre Januário Lhe ensinou a força do fole de oito baixos a tocar. Do forró, do xote do povo, Ele levou a alma, fez o coração bater, Do chão de Pernambuco ao palco do mundo, O Rei do Baião fez o Brasil aparecer. Com destreza na mão e a sanfona no peito, Ele falou de saudade, de amor e de dor, E cada nota que ele tocou, Foi um grito de povo, um grito de amor. Do litoral ao sertão, ele andou, Com a estrada no pé e a saudade no olhar, Do barro do chão ao som do metal, Ele fez da sua música uma escola pra encantar Com a zabumba no compasso e o triângulo a dizer, Lua fez o povo dançar, fez o povo viver, E mesmo que o tempo tenha passado, O Rei do Baião será sempre lembrado Em agosto, faz 37 anos de saudade, O sertão ainda chora, a sua ausência Na noite de São João e nos forrós a fora Onde cantava com verdade suas histórias Cantou a dor da Asa Branca na partida, O pranto cego do Assum Preto no sertão, Fez da tristeza a força de uma vida E deu as asas para todo o seu povão. Rei do Chão Batido, Rei do Baião, Mestre do xote e xaxado, Do sertão ao mundo, deixou um tom plantado E mesmo que o tempo passe Seu legado jamais será esquecido Pois quem planta alegria, com a mor será lembrado Viva o Mestre Lua! Viva o Rei do Baião!

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