Verdadeira Luz
Composição: LUCAS POLONIA.VERDADEIRA LUZ
(LUCAS RIOS)
A verdadeira luz não desce do céu.
Ela acende por dentro, entre os ossos.
Não tem cor. Não tem dono.
Mas queima o nome de quem se nega a vê-la.
Ela não guia — ela rasga.
Não consola — ela revela.
É o instante entre o véu que se rompe
e a palavra que ninguém ousa escrever.
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É o brilho que não pede aplauso.
É o reflexo que desmascara o altar.
É o eco daquilo que cala
por saber…
que dizer seria profanar.
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A verdadeira luz não liberta — ela exige.
Não perdoa — ela grava.
É o selo que só brilha no sangue,
quando o verbo jura:
“Corto a garganta antes de quebrar a palavra.”
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Ela mostrou o traidor com olhos limpos.
Mostrou a queda escondida no ouro.
Ela soprou o nome esquecido,
e os livros tremeram de novo.
Veio do fundo da pedra selada.
Do ponto onde o nome foi riscado.
Ela não pertence a dogma ou fé —
ela é o risco… que resta selado.
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É a luz que não se revela em multidão.
É o clarão que escolhe… e exige silêncio.
Não se escreve. Não se ensina.
Se encarna… ou se paga o preço.
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A verdadeira luz não consola — ela vigia.
Não seduz — ela marca.
É o brilho que corta jurando em pedra:
“Prefiro sangrar… do que romper a guarda.”
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Ela não precisa templo.
Ela é o centro.
Ela está onde ninguém a descreve…
mas todos temem ver.
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A verdadeira luz não se explica —
ela silencia.
Não se busca —
ela encontra quem suportar a iniciação.
Não me salvou.
Me revelou.
E o que vi com ela…
nunca será dito.

