Trauma Da Infância
Composição: Flavio Ricardo Melazzo.Trauma da Infância
Yeah…
A vida cobra o que a gente planta.
O futuro escuta tudo que o presente cala.
Vamo falar a verdade…
(Verso 1)
No campo escuro da lembrança eu cresci,
Tempestade no céu, trovão falando por mim.
O medo era pequeno, quase não dava pra ver,
Mas no silêncio da alma ele aprende a crescer.
Entre sombras, passos, erros que ninguém nota,
Eu guardava na mochila cada palavra torta.
E o tempo fez questão de me ensinar devagar:
O que a gente vive cedo, volta pra apertar.
Vi gente forte cair, gente fraca levantar,
Vi quem tinha ouro na voz preferir se calar.
E percebi que a ignorância é faca sem afiação:
Não corta na entrada, mas rasga na decisão.
(Pré-Refrão)
A gente finge que não sente, mas sente,
E o que não cura vira dente,
Que morde o sonho da gente…
E o futuro paga a conta do presente.
(Refrão)
O maior trauma vem da infância,
Não vote na ignorância.
Não deixe no presente um caminho tão duro,
Porque seus filhos vão sofrer no futuro.
O maior trauma vem da infância,
E o peso cai com constância.
Se hoje a gente erra, amanhã vira muro,
E seus filhos vão sofrer no futuro.
(Verso 2)
Eu vi criança sem sorriso, adulto sem opção,
Vi quem vende esperança pra comprar desilusão.
Vi a rua ensinando mais que muita universidade,
E aprendi que a verdade é o mapa da liberdade.
Quando o medo vira guia, o mundo fica acanhado,
E um povo inteiro anda sem saber o próprio lado.
E o grito que ninguém quis ouvir lá atrás
Se transforma nos fantasmas que voltam depois, voraz.
É a ponta solta da história que o tempo não enrola,
É a bola que você chuta e um dia ela retorna.
Se a gente fecha os olhos pra verdade que dói,
Amanhã ela machuca quem vem depois de nós.
(Pré-Refrão)
É fácil dizer “tanto faz”, difícil é viver o depois.
Porque o futuro não é nosso — é dos pequenos, não dos grandes.
E eles vão ter que carregar os pesos que a gente deixou.
(Refrão)
O maior trauma vem da infância,
Não vote na ignorância.
Não deixe no presente um caminho tão duro,
Porque seus filhos vão sofrer no futuro.
O maior trauma vem da infância,
É ferida que cria ânsia.
Se o ontem foi escuro, ilumine o agora,
Pra que seus filhos não chorem lá fora.
(Ponte – melódica, mais emocional)
Abre o olho, sente o vento,
O amanhã é movimento.
Cada passo que se pisa deixa marca no chão.
Pensa bem no que decide,
O futuro é quem divide
Entre dor ou esperança a próxima geração.
(Verso 3 – final, mais intenso)
Eu não escrevo pra ganhar razão,
Eu escrevo porque a vida cobra explicação.
E quem já viu o peso de um medo infantil
Sabe que a dor que começa pequena vira fuzil.
Vira muro, vira trauma, vira nó na garganta,
Vira voto errado que depois ninguém aguenta.
E quando o mundo cai, cai sempre no colo
De quem ainda tá aprendendo a andar sem rótulo.
Então escuta essa batida como quem escuta um aviso:
O amanhã precisa de mais que improviso.
Se a escolha é semente, planta com consciência,
Porque é cruel ferir o futuro por pura negligência.
(Refrão – final, repetido com força)
O maior trauma vem da infância,
Não vote na ignorância.
Não deixe no presente um caminho tão duro,
Porque seus filhos vão sofrer no futuro.
O maior trauma vem da infância…
Olhe bem pra sua consciência.
O amanhã não é muro, não é seguro —
Se a gente errar, quem paga é o futuro.
(Outro – suave, com eco)
Cuida do agora…
Cuida do agora…
Porque o futuro tem o rosto
de quem você mais ama.

