Presidente da AMB defende que alunos de Medicina mal avaliados não tenham registro profissional

Entrevistas Jornal Eldorado
21 de janeiro de 2026 12min

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Cerca de um terço dos cursos de Medicina do País não alcançaram desempenho proficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, divulgado nesta segunda-feira, 19, pelo Ministério da Educação (MEC). A nota do Enamed varia de 1 a 5, e as notas 1 e 2 são consideradas não proficientes. 

Segundo o MEC, 351 cursos de todo País participaram do exame, incluindo universidades públicas (federais, estaduais e municipais), privadas com e sem fins lucrativos e especiais. Entre os 99 cursos que poderão sofrer sanções, oito terão o vestibular suspenso, outros 13 cursos terão redução de 50% das vagas e 33 terão redução de 25% das vagas. Os 45 cursos restantes serão proibidos de ampliar suas vagas.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, disse que a situação é “altamente preocupante em relação aos profissionais que atenderão pacientes” e defendeu que alunos mal avaliados não obtenham registro profissional. “Exame deve ser requisito básico, sem aprovação estaria impedido de receber o CRM e teria que voltar e completar a sua formação”, apontou. 

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Presidente da AMB defende que alunos de Medicina mal avaliados não tenham registro profissional